Ilona Staller, mais conhecida como Cicciolina, apresentou um recurso ao Parlamento italiano após o Estado local decidir deixar de conceder pensões vitalícias a ex-políticos. A ex-legisladora, que tem 73 anos, é uma das 1,4 mil pessoas que entraram com ações para reverter a decisão. Cicciolina foi uma das atrizes mais reconhecidas do cinema erótico e pornográfico, e tornou-se um ícone na década de 1980 quando conquistou uma cadeira no Parlamento como representante do Partido Radical.
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Ela entrou na Câmara dos Deputados em 1987 e encerrou seu mandato em 1992. No Congresso, defendeu causas como a legalização da maconha, os direitos sexuais e a liberdade de expressão.
Em 2018, o então presidente da Câmara dos Deputados local, Roberto Fico, foi quem impulsionou a medida. Na época, o legislador justificou a redução argumentando que “esse corte nas pensões serviria para aumentar os salários dos deputados em exercício”, o que desencadeou um conflito político e judicial.
Luca Di Carlo, advogado de Cicciolina, comentou: “A sentença que corta as pensões é nula porque faltam os motivos da decisão”. Ele informou ainda que não foi apenas apresentada uma ação à Câmara, defendida pelo Ministério Público, mas também contra o próprio Fico.
Em decorrência dessa medida parlamentar, a Associação de Ex-Parlamentares ofereceu uma alternativa: “Fizemos uma proposta corajosa, que demonstra que não queremos privilégios”.
Diante dos pedidos e recursos, o Parlamento italiano se preparava para analisar os casos nas próximas horas e espera-se que comunique sua decisão sobre os pagamentos — reformados em 2018 — na semana seguinte. Essa redução em sua renda não é a única reivindicação de Cicciolina, segundo o jornal La Vanguardia. A ex-atriz exige da Câmara italiana uma indenização de 10 milhões de euros por “danos causados” que, segundo afirmou, se recebidos, serão inteiramente destinados a causas beneficentes e hospitais.
Cicciolina havia reaparecido no cenário público no final de janeiro de 2025 para lançar sua autobiografia: Memorie. Atualmente, a húngara reside em um subúrbio de Roma, na Itália. Mantém-se muito ativa nas redes sociais, onde publica fotos com filtros que a tornam quase irreconhecível.
Quando se casou aos 25 anos com um italiano chamado Salvatore Martini, adquiriu a cidadania italiana e mudou-se para aquele país europeu, onde conheceu o produtor de cinema erótico Riccardo Schicchi. Foi então que adotou o nome artístico Cicciolina, que em italiano significa “querida”.