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setembro 25, 2026
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'Plano colonial maligno': Líder palestino acusa Israel de limpeza étnica em discurso na ONU

Por · setembro 24, 2026
'Plano colonial maligno': Líder palestino acusa Israel de limpeza étnica em discurso na ONU


O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, descreveu as ações israelenses em Gaza e na Cisjordânia como “um plano colonial maligno” com o objetivo de forçar os palestinos a deixarem sua terra natal, com base em “discriminação racial, limpeza étnica e terrorismo”, em um discurso pré-gravado para a Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira. Abbas afirmou, ainda, que suas esperanças de um caminho para a coexistência pacífica com Israel estavam em seu ponto mais baixo, mas que ainda tinha esperança em “um Estado palestino democrático que respeite o Estado de Direito e os direitos humanos, um Estado não militarizado que viva em segurança e paz ao lado do Estado de Israel”.
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— O perigo já não se limita a minar a solução de dois Estados e a impedir a concretização do Estado palestino. Agora, ameaça a própria vida e existência do povo palestino em sua pátria — disse Abbas, acrescentando que Israel está conduzindo “uma guerra genocida que criou uma catástrofe humanitária sem precedentes”.
Abbas instou a comunidade internacional que se manifeste contra as ações de Israel, acrescentando que o plano para Gaza, lançado há um ano pelo presidente americano Donald Trump, não se concretizou na prática.
— Até quando alguns Estados permanecerão em silêncio sobre Israel ou continuarão a fornecer armas que podem ser usadas contra o nosso povo? — perguntou. — O mundo testemunhou um custo tremendo para a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. O que a comunidade internacional está esperando para proteger o povo palestino, garantir sua presença em sua terra (…) e implementar a solução de dois Estados com base na legitimidade internacional?
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Pelo segundo ano consecutivo, Abbas discursou virtualmente perante a assembleia, pois o governo Trump se recusou a conceder-lhe um visto. Washington acusa Abbas de não cumprir “compromissos em favor da paz no Oriente Médio” e atribui a ele “ações” destinadas a internacionalizar o conflito israelense-palestino, especialmente por meio do Tribunal Penal Internacional (TPI) e da Corte Internacional de Justiça (CIJ).
Segundo a Casa Branca, a Autoridade Palestina “procura contornar as negociações” de paz ao buscar um reconhecimento unilateral e continua pagando “benefícios a terroristas”, além de glorificar “atos de terrorismo e terroristas em declarações públicas e livros didáticos”.
Os Estados Unidos se distanciaram da posição de diversos países que no ano passado reconheceram na ONU a existência de um Estado palestino. Ao todo, 142 Estados-membros das Nações Unidas apoiaram esse reconhecimento ao fim da conferência sobre a solução de dois Estados, presidida por França e Arábia Saudita.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursará algumas horas depois perante uma assembleia onde a maioria dos membros se mostra bastante crítica da conduta de Israel em Gaza, e muitas delegações provavelmente se retirarão da sessão — como ocorreu no ano passado.
*Em atualização.

'Plano colonial maligno': Líder palestino acusa Israel de limpeza étnica em discurso na ONU