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setembro 25, 2026
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Apple renova acordo de patentes com Qualcomm enquanto avança em chips próprios

Por · setembro 25, 2026
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A Apple renovou o acordo global de licenciamento de patentes com a Qualcomm, em um movimento que mantém uma ligação estratégica entre as duas empresas mesmo enquanto a fabricante do iPhone avança no desenvolvimento de componentes próprios. O novo acordo terá início em 1º de abril de 2027. A Qualcomm não divulgou a duração nem os valores do contrato.
A renovação ocorre anos depois de uma das mais importantes disputas entre as duas companhias. Em 2019, Apple e Qualcomm encerraram uma batalha judicial global que durou cerca de dois anos e envolveu, entre outros pontos, royalties relacionados a patentes de tecnologias de comunicação sem fio e o fornecimento de chips para celulares.
Pelo acordo anunciado naquele ano, a Apple fez um pagamento não divulgado à Qualcomm, as empresas retiraram os processos em diferentes países e assinaram um contrato global de licenciamento de patentes por seis anos, com opção de extensão por mais dois.
O novo anúncio, no entanto, trata de licenciamento de propriedade intelectual, e não representa necessariamente uma renovação do fornecimento de modems. Os dois negócios são separados. A Qualcomm havia firmado com a Apple, em 2023, um acordo para fornecer chips 5G até pelo menos 2026.
A distinção ganha importância porque a Apple vem aumentando os investimentos para desenvolver internamente componentes que tradicionalmente eram fornecidos por empresas como a Qualcomm.
Em setembro, a companhia apresentou o modem C2, desenvolvido pela própria Apple, para parte da nova geração de iPhones. O componente representa mais uma etapa da estratégia da empresa de controlar internamente tecnologias críticas de seus aparelhos.
A Apple também vem ampliando sua atuação no desenvolvimento e na fabricação de semicondutores. Em julho, anunciou um acordo de mais de US$ 30 bilhões com a Broadcom para projetar e produzir componentes customizados e tecnologias de conectividade sem fio nos Estados Unidos.
O projeto prevê a fabricação de mais de 15 bilhões de chips e a expansão da fábrica da Broadcom em Fort Collins, no Colorado.
O movimento não se limita aos componentes de conectividade. A Apple também vem acelerando sua estratégia de chips próprios para computadores. Em agosto, apresentou o M6, seu primeiro processador produzido com tecnologia de 2 nanômetros, além do M5 Ultra. A empresa afirma que os novos chips ampliam o desempenho de computação e inteligência artificial local nos Macs.
Qualcomm busca reduzir dependência do iPhone
Enquanto a Apple procura controlar uma parcela maior da tecnologia utilizada em seus produtos, a Qualcomm também vem redesenhando seu negócio para reduzir a dependência do mercado de smartphones.
A companhia continua investindo pesadamente em processadores para celulares Android. No Snapdragon Summit, realizado nesta semana nos EUA, apresentou os novos Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 e Snapdragon 8 Elite Gen 6, destinados aos smartphones premium de fabricantes como Motorola, Xiaomi, Samsung, OnePlus, Oppo, Vivo, Honor e outras marcas.
Os novos processadores têm foco em inteligência artificial generativa e agentes de IA executados diretamente no aparelho, além de recursos para câmeras, jogos e conectividade.
Mas a estratégia da Qualcomm vai muito além dos telefones. A empresa elevou para US$ 40 bilhões a meta de receita anual de negócios que não sejam smartphones até o ano fiscal de 2029, quase o dobro da meta anterior. A expansão para data centers é outra aposta. A Qualcomm pretende entrar em um mercado dominado atualmente por empresas como Nvidia e AMD com chips voltados à inteligência artificial.
Em setembro, a companhia anunciou uma parceria de longo prazo com a Amazon que pode envolver até US$ 60 bilhões em compras de chips e produtos de IA para data centers.
A companhia também concluiu em julho a aquisição da Modular, empresa de software voltada a inteligência artificial. Segundo a Qualcomm, a operação tem como objetivo ampliar suas plataformas de IA para dispositivos, data centers, infraestrutura de edge computing e aplicações pessoais e industriais.

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