Não faz muito tempo que escolher onde comer dependia principalmente da indicação de amigos, de avaliações na internet ou de uma boa olhada no cardápio. Hoje, a descoberta de um restaurante pode começar bem antes de alguém pensar em fazer uma reserva — em um vídeo curto, em uma conversa nas redes sociais ou até em um podcast. A gastronomia passou a dividir espaço com outras formas de entretenimento na disputa pela atenção de quem está do outro lado da tela.
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É nesse cenário que o “Ah, Cala a Boca!” se tornou um exemplo de aproximação entre publicidade e entretenimento. Apresentado pelos humoristas Fabiano Cambota, de “A Culpa é do Cabral”, e Guilherme Araújo, de “Casa de Artistas”, o programa tem parceria com o Fogo de Chão e já ultrapassou 88 milhões de visualizações. Entre os convidados estão Rodrigo Marques, Carioca, Nando Viana, Sidney Magal, Hélio de La Peña, André Mattos e Fafy Siqueira. A produção também já teve episódios gravados na Espanha, em Portugal e na Inglaterra, incluindo a casa onde Jimi Hendrix viveu, em Londres, e o Cavern Club, em Liverpool.
A parceria começou ainda no início do projeto. Segundo João Galoppi, diretor de Marketing e Vendas da operação brasileira, a proposta chamou atenção pela possibilidade de associar a comunicação da rede a uma produção de humor.
“Acredito muito na força desse formato. O Fogo de Chão foi a marca que deu à luz esse programa, apostando no projeto desde o início por entender o potencial de conexão real com as pessoas através do humor e do entretenimento”, afirma.
A escolha por esse tipo de produção acompanha uma transformação na publicidade digital. Em vez de concentrar a comunicação nos formatos tradicionais de anúncio, empresas passaram a buscar espaços em conteúdos que já fazem parte da rotina de quem consome vídeos, entrevistas e conversas na internet. A participação pode acontecer de diferentes formas, como apoio a uma produção, presença em episódios ou desenvolvimento de ações em conjunto com os criadores.
No caso da parceria, a empresa buscou conciliar sua comunicação com a linguagem do programa. “Para dar certo, a comunicação precisa ser fluida. Preservamos a essência e os valores do Fogo de Chão, mas entendemos que, para entrar no ecossistema do humor, era preciso dar liberdade ao formato e estar presente onde o público realmente quer estar e conversar”, explica Galoppi.
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Divulgação
Os resultados da parceria, segundo a empresa, ficaram acima das expectativas. Além da audiência, que ultrapassou 88 milhões de visualizações acumuladas, a experiência também é associada a resultados em reconhecimento de marca (brand awareness), engajamento nas redes sociais e relacionamento com os consumidores.
Com a consolidação do programa, a estratégia também passou a incluir outras iniciativas, como o apoio à turnê de 2026 do comediante Fábio Rabin.
Para o mercado publicitário, João avalia que a experiência pode servir de referência para outras empresas interessadas em formatos diferentes de comunicação. “Entender como a marca chegou aos podcasts de humor pode ajudar outras empresas a enxergar novas possibilidades de comunicação e experimentar formatos diferentes”, conclui.
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