As plataformas eletrônicas de apostas por cota fixa, conhecidas como bets, vão recorrer ao Judiciário caso o governo federal determine a proibição da atividade, como o esperado em anúncio marcado para o fim da tarde desta sexta-feira, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Segundo Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), uma das entidades que representa as casas de aposta no país, o setor buscará no Judiciário a devolução das outorgas pagas e o ressarcimento dos investimentos feitos pelas empresas.
Arrecadação bilionária
O governo federal arrecadou R$ 2,5 bilhões em taxas de outorga fixa das empresas de apostas esportivas desde o início da regulamentação até meados de 2026. O valor de outorga por empresa é de R$ 30 milhões e a licença vale por cinco anos.
Em nota, Lima disse que a proibição total ou parcial das apostas representa um “grave sinal de insegurança jurídica” para os investidores que “confiaram nas regras estabelecidas pelo Brasil”.
“O governo dispõe de outros caminhos para enfrentar os problemas associados ao jogo compulsivo, e estamos dispostos a colaborar na construção dessas medidas”, diz o texto.
Betano monitora ‘com preocupação’
O Brasil tem 84 bets licenciadas para oferecer apostas no país, gerenciando 193 marcas ativas, segundo dados referentes ao primeiro semestre do ano, consolidados pela consultoria brmkt.co, com base em informações oficiais do mercado regulado, como o Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), do Ministério da Fazenda.
A Betano, marca global da Kaizen Gaming, empresa sediada em Malta, ilha que fica no Mar Mediterrâneo, ao sul da Itália, demonstrou preocupação com os movimentos recentes do governo federal.
“A Betano monitora com muita preocupação a discussão atual no país e tomará decisões no momento apropriado”, diz uma nota divulgada pela empresa.
Bets vão recorrer à Justiça e querem ser ressarcidas por investimentos feitos no país
