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setembro 25, 2026
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Laser íntimo ajuda nos escapes de xixi? Entenda quando é indicado

Por · setembro 25, 2026
Laser íntimo ajuda nos escapes de xixi? Entenda quando é indicado


Virginia Fonseca voltou a falar sobre um assunto que ainda costuma ser pouco discutido publicamente: os escapes de urina. A influenciadora contou nas redes sociais que recorreu a um procedimento de laser íntimo para tratar o problema, experiência que acabou despertando dúvidas sobre como a técnica funciona e em quais situações ela pode ser indicada. Embora muitas vezes seja associada à estética íntima, a aplicação também aparece no consultório ginecológico em determinadas queixas relacionadas aos tecidos da região vaginal.
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A ginecologista Fernanda Nassar, especialista em estética íntima e fundadora da Clínica La Femme, em São Paulo, explica que o laser utiliza energia para provocar um estímulo controlado nos tecidos. A resposta do organismo pode favorecer processos de remodelação e estimular a produção de colágeno, mas os efeitos dependem do equipamento utilizado, dos parâmetros adotados e, principalmente, da condição apresentada pela paciente.
“O laser atua criando um estímulo controlado no tecido, e a resposta do organismo a esse estímulo é que pode trazer benefícios. Por isso, não existe um único protocolo de laser íntimo: a indicação, a intensidade e o número de sessões dependem da queixa e das características de cada mulher”, afirma.
Quando o assunto são os escapes de urina, porém, a escolha de uma técnica deve vir depois da investigação da causa. A incontinência urinária pode estar relacionada à fragilidade do assoalho pélvico, a mudanças decorrentes da gestação e do parto ou a outros fatores. Por isso, identificar o tipo de perda e as estruturas envolvidas é uma etapa importante antes de definir a conduta.
“Quando uma mulher percebe que começa a perder urina ao rir, tossir, espirrar, correr ou treinar, isso não deve ser simplesmente atribuído à maternidade ou ao envelhecimento. É um sinal de que alguma estrutura envolvida na continência urinária precisa ser avaliada. O tratamento começa pelo diagnóstico, e não pela escolha de uma tecnologia”, orienta Fernanda.
A perda involuntária de urina pode aparecer em diferentes momentos da vida e ter causas variadas. Em alguns casos, mudanças na musculatura do assoalho pélvico têm papel importante; em outros, é necessário investigar diferentes fatores antes de definir a abordagem. Por isso, o laser pode fazer parte de uma estratégia individualizada, mas não substitui a avaliação médica nem outras formas de tratamento quando elas são indicadas.
Apesar de o recurso ser frequentemente divulgado dentro do universo da estética íntima, suas aplicações não se limitam à aparência. A técnica também é utilizada em determinadas situações relacionadas à saúde vaginal, especialmente quando há alterações nos tecidos da região. Ainda assim, a especialista chama atenção para um termo bastante usado ao falar sobre o assunto: “rejuvenescimento vaginal”.
“Não gosto de falar em rejuvenescimento vaginal como se estivéssemos devolvendo a região a uma condição anterior. O que buscamos é melhorar uma característica específica do tecido ou tratar uma queixa clínica. É uma abordagem médica, e não simplesmente estética”, diz.
Outro cuidado está na ideia de que a experiência de uma mulher pode ser reproduzida por qualquer outra. Antes da aplicação, devem ser considerados o histórico ginecológico, os sintomas, as condições da mucosa e a existência de infecções ou outras alterações. Dependendo da queixa, também pode ser necessário avaliar o funcionamento do assoalho pélvico. Além disso, existem diferentes equipamentos e parâmetros de aplicação, o que impede que os resultados sejam tratados como iguais em todos os casos.
“É importante separar tendência de indicação médica. O fato de uma celebridade compartilhar sua experiência pode ajudar a colocar um assunto importante em discussão, mas não significa que o mesmo procedimento seja adequado para todas as mulheres. O que funciona para uma paciente pode não ser necessário ou até não ser a melhor escolha para outra”, ressalta Fernanda.
A repercussão do relato de Virginia, nesse sentido, também ajuda a colocar em evidência uma queixa que muitas mulheres ainda evitam comentar. Perder urina ao tossir, espirrar, rir ou praticar atividade física não precisa ser encarado como uma consequência inevitável da idade ou da maternidade. A investigação da causa é o primeiro passo para definir se há necessidade de tratamento e qual abordagem faz sentido em cada situação.
“A mulher não precisa esperar que a perda de urina se torne frequente ou limite sua vida social e esportiva para procurar ajuda. Quanto antes entendermos a origem da queixa, maior é a possibilidade de definir uma estratégia adequada para aquele caso”, conclui.

Laser íntimo ajuda nos escapes de xixi? Entenda quando é indicado