A polícia de Londres prendeu mais de 300 pessoas durante uma manifestação em apoio à organização Palestine Action, em Londres, neste sábado. Ao todo, 365 apoiadores foram detidos no ato, que foi proibido e classificado como “terrorista” pelo governo britânico. A Organização das Nações Unidas (ONU) considerou a proibição “desproporcional”.
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Também foram presas pela polícia metropolitana da capital do Reino Unido sete pessoas por outras infrações, incluindo agressões contra oficiais, embora nenhum tenha ficado gravemente ferido. A polícia esclareceu ter detido ou estar “em processo de detenção” pessoas que carregavam cartazes com os dizeres: “Eu me oponho ao genocídio, apoio a Palestine Action”.
No local, manifestantes também exibiram outros cartazes como “agir contra o genocídio não é um crime” ou “Palestina Livre”.
A Palestine Action foi incluída em julho na lista de organizações consideradas “terroristas” no Reino Unido, após atos de vandalismo perpetrados por seus ativistas, especialmente em uma base da força aérea.
O governo britânico afirma que os simpatizantes “desconhecem a verdadeira natureza” da Palestine Action. “Não se trata de uma organização não violenta”, garantiu a ministra do Interior, Yvette Cooper, do Partido Trabalhista, de centro-esquerda, dizendo possuir “informações preocupantes” sobre os projetos do grupo.
Pertencer a uma organização proibida ou incitar apoio a ela pode resultar em até 14 anos de prisão no Reino Unido. O Palestine Action se apresenta como uma “rede de ação direta” destinada a denunciar “a cumplicidade britânica com o Estado de Israel,” especialmente na venda de armas para o país.
