Após o incidente na noite de terça, os portões da Zona Verde, área da COP 30 aberta ao público e da qual participam desde indígenas e ONGs a empresas privadas, foram liberados com uma hora de atraso na manhã desta quarta-feira. Segundo pessoas presentes no momento, os seguranças disseram que a justificativa era o “medo de um novo protesto”. Assim, os visitantes que deveriam entrar às 9h, só puderam acessar o espaço às 10h. Os painéis desta manhã estão atrasados.
— Quem chegou cedo encontrou portões fechados, houve tumulto. Várias pessoas ficaram do lado de fora, inclusive autoridades governamentais e palestrantes. Por isso, os painéis atrasaram — explicou a jornalista Patricia Mello, presente na confusão.
Funcionários credenciados, inclusive, poderiam entrar na Zona Verde antes das 9h, mas também foram impedidos. O governador do Espirito Santo, Renato Casagrande, teria sido uma das pessoas barradas na porta.
Protesto causa confusão na Blue Zone da COP30
Às 10h, os portões foram finalmente abertos, e as pessoas puderam entrar gradativamente. Os primeiros liberados foram os indígenas, que vêm participando da Zona Verde, onde o acesso é livre a todos.
Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo, participará de uma painel nesta manhã na Zona Verde. Ele disse que ficou três minutos preso do lado de fora até ser orientado a acessar um portão lateral.
— Não sei bem por que não abriram os portões mais cedo. Mas eles rapidamente resolveram minha entrada por outro portão — afirmou o governador, acrescentando que seu painel não foi comprometido.
No início desta noite, um grupo de manifestantes violou as barreiras de segurança na entrada principal da COP, na Blue Zone (Zona Azul), onde ocorrem as negociações entre países.
Houve tumulto, e dois seguranças tiveram ferimentos leves. Houve danos superficiais ao local também. A equipe de segurança brasileira e da Organização das Nações Unidas (ONU) tomaram medidas para proteção do local, seguindo os protocolos de segurança estabelecidos.
Autoridades do governo brasileiro e da ONU estão investigando o incidente. Eles garantem que o local está seguro e que as negociações da COP continuam.

