O Dia Mundial do Livro é comemorado em 23 de abril, com o objetivo de conscientizar sobre a importância da escrita, da leitura, da pesquisa e do estudo da literatura. Essa data busca incentivar as pessoas a se aproximarem dos livros e também dar maior reconhecimento aos autores. Além disso, a data destaca a necessidade e o papel fundamental dos direitos autorais como uma ferramenta essencial para proteger a propriedade intelectual dos escritores.
- Passando o bastão: Capital Mundial do Livro antes do Rio, Estrasburgo ampliou leitura ‘fora dos círculos literários
- De roda-gigante a ‘escape rooms’: Bienal do Livro quer ser um parque de diversões literário; veja as novidades
No dia 15 de novembro de 1995, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com o apoio da União Internacional de Editores, impulsionou a criação dessa celebração. A iniciativa tinha como foco estabelecer uma data concreta que servisse de oportunidade para a realização de atividades, campanhas e também um momento de reflexão sobre o valor dos livros no mundo.
A data foi escolhida em homenagem ao nascimento e falecimento de figuras da literatura, como William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Vladimir Nabokov, Garcilaso de la Vega, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo. Nesta quarta-feira (23), o Rio de Janeiro assume o título de Capital Mundial do Livro, concedido pela Unesco e válido por um ano.
- Relíquias: Obras raras do acervo do CCBB do Rio serão expostas para celebrar a cidade
Historicamente, a Bíblia é o livro mais vendido do mundo, com mais de 5 bilhões de cópias comercializadas em todo o planeta. Escrita entre 900 a.C. e 100 d.C., foi redigida em hebraico, aramaico e grego, sendo posteriormente traduzida para mais de 2 mil idiomas.
Ainda assim, muitas obras literárias também conquistaram o mundo. A seguir, alguns dos maiores best-sellers de todos os tempos:
Publicado em 1605 na Espanha, o livro do famoso Miguel de Cervantes Saavedra lidera a lista com mais de 500 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Este clássico da literatura foi traduzido para mais de 140 idiomas. Narra a história de Alonso Quijano, que, após ler muitos romances de cavalaria, acredita ter se tornado um cavaleiro andante chamado Dom Quixote.
‘Um conto de duas cidades’
O escritor inglês Charles Dickens publicou esse romance em 1859 e vendeu mais de 200 milhões de cópias. A história trata do encontro entre o antigo e o novo durante a Revolução Francesa. Através dos personagens, o autor explora temas humanos e sua capacidade de transformação, com o contraste entre duas cidades: Londres, que representa a ordem, e Paris, o caos.
‘O pequeno príncipe’
Escrito por Antoine de Saint-Exupéry em 1943, esse livro aborda o sentido da vida, o amor e a amizade. Narra a história de um aviador perdido, que conhece um curioso principezinho. A obra se tornou um clássico da literatura e um sucesso global, com mais de 140 milhões de cópias vendidas.
‘O senhor dos anéis’
Em 1954, J. R. R. Tolkien publicou esse romance de fantasia como continuação de “O hobbit, lançado em 1937, que narra a história de Frodo Bolseiro, um personagem fictício de baixa estatura que herda o Anel Único, um poderoso objeto mágico. Até hoje, o livro já vendeu mais de 150 milhões de exemplares.
‘Harry Potter e a pedra filosofal’
O primeiro livro dessa saga, que revolucionou a literatura infantojuvenil e ganhou ainda mais popularidade com as adaptações para o cinema, é o mais vendido da série, com mais de 120 milhões de cópias. Sua autora, J. K. Rowling, publicou a obra em 26 de junho de 1997.

