Alimentação equilibrada, atividade física, terapia e autocuidado. A busca por uma vida mais saudável ganhou espaço em uma geração que convive com excesso de estímulos, hiperconectividade e uma sensação persistente de cansaço.
O contraste ajuda a explicar por que temas como qualidade do sono, saúde mental e equilíbrio emocional ganharam espaço nas conversas sobre prevenção. Em meio a rotinas aceleradas e à pressão constante por produtividade, muitos jovens adultos passaram a perceber o esgotamento como parte do cotidiano.
Hoje, cuidar do corpo e da mente não se limita a evitar doenças. Inclui aspectos mais amplos do dia a dia, como a capacidade de desacelerar, estabelecer limites e construir rotinas sustentáveis ao longo do tempo.
Os números ajudam a dimensionar a transformação. Entre 2010 e 2022, a população idosa brasileira cresceu quase 60%. Em 2024, a expectativa de vida do país atingiu 76,6 anos, 19 anos acima da registrada em 1970.
Para a médica Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde, o aumento da longevidade exige uma compreensão global sobre o que significa envelhecer bem:
— Uma sociedade mais longeva exige atenção especial não apenas à saúde física, mas também à mental, que tem papel crucial na qualidade de vida.
Segundo ela, manter a mente saudável ao longo de cada etapa é essencial para alcançar a velhice com bem-estar e plenitude.
A percepção de que o cuidado precisa ser contínuo vem se consolidando especialmente entre jovens adultos, que incorporam práticas de autocuidado muito antes das fases tradicionalmente associadas ao envelhecimento.
— Há uma nova visão, de perfil mais holístico, marcada pela conscientização sobre a necessidade de olhar para si mesmo de forma integral — explica a médica.
A geração Z ocupa posição central nessa mudança. Nascida em um ambiente digital, cresceu acompanhando discussões sobre terapia, autocuidado e bem-estar.
— Isso se manifesta em novos comportamentos, como a socialização diurna, muitas vezes ligada à atividade física, a atenção para escolhas saudáveis na alimentação e a valorização da saúde mental.
Ao mesmo tempo, convive com os impactos de uma rotina permanentemente conectada.
— Por outro lado, é necessário ter atenção aos desafios próprios de uma geração que é nativa digital, impactada pelos estímulos de uma vida altamente conectada — completa Thais.
A combinação entre excesso de informação, disponibilidade constante e pressão por produtividade ajuda a explicar por que o cansaço crônico e a sensação de exaustão ganharam relevância. Cresce a percepção de que pequenas mudanças podem produzir efeitos significativos ao longo do tempo.
Dormir melhor, criar pausas ao longo do dia, rever a relação com as telas e estabelecer limites mais claros entre trabalho e descanso deixaram de ser medidas pontuais e passaram a integrar a rotina de quem busca reduzir o desgaste físico e mental.
O novo comportamento também influencia a forma como empresas e instituições enxergam o cuidado.
— As instituições têm um papel fundamental nesse contexto, contribuindo para essa cultura mais preventiva e sustentável, refletindo o espírito do seu tempo e as transformações no comportamento da sociedade — diz a médica.
Segundo ela, o tema vem ocupando espaço crescente dentro das organizações.
— Empresas que se preocupam com o bem-estar de seus funcionários tendem a se diferenciar na atração e na retenção de talentos, o que também contribui para seus resultados.
Na prática, isso significa ampliar o olhar para além da assistência tradicional, incorporando iniciativas voltadas ao desenvolvimento de hábitos mais saudáveis e ao cuidado emocional.
— As empresas e as instituições são agentes centrais desse debate, não só incentivando a busca da qualidade de vida pelo indivíduo, mas incorporando verdadeiramente o princípio do equilíbrio, preservando a integridade física e emocional de seus colaboradores, como um valor em suas culturas.
A discussão sobre longevidade, portanto, deixa de estar associada apenas ao futuro distante. Para muitos jovens adultos, a atenção aos próprios limites tornou-se uma resposta necessária ao cansaço recorrente. Pequenos ajustes na rotina, do sono ao uso das telas, ajudam a construir uma relação mais sustentável com o corpo, o tempo e as demandas do cotidiano.
- Pequenos ajustes na rotina podem ajudar a diminuir a sensação de esgotamento associada ao excesso de estímulos e à hiperconectividade:
- Estabeleça horários para desconectar e reduzir o uso de telas, especialmente à noite.
- Priorize uma rotina de sono regular, com horários consistentes para dormir e acordar.
- Faça pausas ao longo do dia para descansar a mente e reduzir a sobrecarga de informações.
- Inclua atividades físicas na rotina, mesmo que em períodos curtos.
- Reserve momentos para convívio social presencial e atividades de lazer.
- Observe sinais persistentes de desgaste emocional e, se necessário, busque orientação profissional.
- Mais do que medidas isoladas, a construção de hábitos sustentáveis pode contribuir para uma relação mais equilibrada com o trabalho, a tecnologia e as demandas cotidianas.
É necessário ter atenção aos desafios próprios de uma geração que é nativa digital, impactada pelos estímulos de uma vida altamente conectada
— Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde
Alimentação equilibrada, atividade física, terapia e autocuidado. A busca por uma vida mais saudável ganhou espaço em uma geração que convive com excesso de estímulos, hiperconectividade e uma sensação persistente de cansaço.
O contraste ajuda a explicar por que temas como qualidade do sono, saúde mental e equilíbrio emocional ganharam espaço nas conversas sobre prevenção. Em meio a rotinas aceleradas e à pressão constante por produtividade, muitos jovens adultos passaram a perceber o esgotamento como parte do cotidiano.
Hoje, cuidar do corpo e da mente não se limita a evitar doenças. Inclui aspectos mais amplos do dia a dia, como a capacidade de desacelerar, estabelecer limites e construir rotinas sustentáveis ao longo do tempo.
Os números ajudam a dimensionar a transformação. Entre 2010 e 2022, a população idosa brasileira cresceu quase 60%. Em 2024, a expectativa de vida do país atingiu 76,6 anos, 19 anos acima da registrada em 1970.
Para a médica Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde, o aumento da longevidade exige uma compreensão global sobre o que significa envelhecer bem:
— Uma sociedade mais longeva exige atenção especial não apenas à saúde física, mas também à mental, que tem papel crucial na qualidade de vida.
Segundo ela, manter a mente saudável ao longo de cada etapa é essencial para alcançar a velhice com bem-estar e plenitude.
A percepção de que o cuidado precisa ser contínuo vem se consolidando especialmente entre jovens adultos, que incorporam práticas de autocuidado muito antes das fases tradicionalmente associadas ao envelhecimento.
— Há uma nova visão, de perfil mais holístico, marcada pela conscientização sobre a necessidade de olhar para si mesmo de forma integral — explica a médica.
A geração Z ocupa posição central nessa mudança. Nascida em um ambiente digital, cresceu acompanhando discussões sobre terapia, autocuidado e bem-estar.
— Isso se manifesta em novos comportamentos, como a socialização diurna, muitas vezes ligada à atividade física, a atenção para escolhas saudáveis na alimentação e a valorização da saúde mental.
Ao mesmo tempo, convive com os impactos de uma rotina permanentemente conectada.
— Por outro lado, é necessário ter atenção aos desafios próprios de uma geração que é nativa digital, impactada pelos estímulos de uma vida altamente conectada — completa Thais.
A combinação entre excesso de informação, disponibilidade constante e pressão por produtividade ajuda a explicar por que o cansaço crônico e a sensação de exaustão ganharam relevância. Cresce a percepção de que pequenas mudanças podem produzir efeitos significativos ao longo do tempo.
Dormir melhor, criar pausas ao longo do dia, rever a relação com as telas e estabelecer limites mais claros entre trabalho e descanso deixaram de ser medidas pontuais e passaram a integrar a rotina de quem busca reduzir o desgaste físico e mental.
O novo comportamento também influencia a forma como empresas e instituições enxergam o cuidado.
— As instituições têm um papel fundamental nesse contexto, contribuindo para essa cultura mais preventiva e sustentável, refletindo o espírito do seu tempo e as transformações no comportamento da sociedade — diz a médica.
Segundo ela, o tema vem ocupando espaço crescente dentro das organizações.
— Empresas que se preocupam com o bem-estar de seus funcionários tendem a se diferenciar na atração e na retenção de talentos, o que também contribui para seus resultados.
Na prática, isso significa ampliar o olhar para além da assistência tradicional, incorporando iniciativas voltadas ao desenvolvimento de hábitos mais saudáveis e ao cuidado emocional.
— As empresas e as instituições são agentes centrais desse debate, não só incentivando a busca da qualidade de vida pelo indivíduo, mas incorporando verdadeiramente o princípio do equilíbrio, preservando a integridade física e emocional de seus colaboradores, como um valor em suas culturas.
A discussão sobre longevidade, portanto, deixa de estar associada apenas ao futuro distante. Para muitos jovens adultos, a atenção aos próprios limites tornou-se uma resposta necessária ao cansaço recorrente. Pequenos ajustes na rotina, do sono ao uso das telas, ajudam a construir uma relação mais sustentável com o corpo, o tempo e as demandas do cotidiano.
Como reduzir o desgaste no dia a dia
Pequenos ajustes na rotina podem ajudar a diminuir a sensação de esgotamento associada ao excesso de estímulos e à hiperconectividade:
• Estabeleça horários para desconectar e reduzir o uso de telas, especialmente à noite.
• Priorize uma rotina de sono regular, com horários consistentes para dormir e acordar.
• Faça pausas ao longo do dia para descansar a mente e reduzir a sobrecarga de informações.
• Inclua atividades físicas na rotina, mesmo que em períodos curtos.
• Reserve momentos para convívio social presencial e atividades de lazer.
• Observe sinais persistentes de desgaste emocional e, se necessário, busque orientação profissional.
Mais do que medidas isoladas, a construção de hábitos sustentáveis pode contribuir para uma relação mais equilibrada com o trabalho, a tecnologia e as demandas cotidianas.
“É necessário ter atenção aos desafios próprios de uma geração que é nativa digital, impactada pelos estímulos de uma vida altamente conectada”
Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde

