Praticamente quatro entre cinco (79%) líderes empresariais enxergam limitações nas métricas atuais para avaliar a reputação dos influenciadores. Essa é uma das razões para a resistência de parte dos executivos em aprovar campanhas protagonizadas por “criadores de conteúdo” em suas marcas.
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O dado é de pesquisa da Nexus intitulada “O poder da influência como decisão de negócio”, conduzida junto a 110 líderes empresariais do Brasil e que será divulgada, na sexta-feira, em São Paulo, no REPCOM Influência. Com foco em reputação, o evento é organizado pela FSB Holding e pela Deck, empresa de influência do grupo.
De acordo com o levantamento, os principais fatores de resistência da alta liderança de empresas em aprovar estratégias de “influência institucional” são a dificuldade de mensurar o retorno financeiro direto das contratações (44%) e o receio de risco reputacional (41%).
— Sem métricas confiáveis que digam quem são esses influenciadores, qual o potencial de risco que eles representam para o negócio e o retorno que eles dão ao caixa da empresa, os grandes líderes acabam avaliando que existe um potencial de crise muito grande na contratação e pouca certeza sobre se ele vale a pena ou não — diz o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Apenas 14% dos entrevistados responderam que as ferramentas disponíveis hoje para mensurar retorno são suficientes. Os executivos se queixam da falta de qualidade e confiabilidade das métricas (29%). Também são difíceis de medir, segundo as organizações, o alinhamento e a afinidade com a marca (8%), a qualificação e a segmentação do público (8%) e a avaliação de mudança de comportamento e percepção (5%).

