Mais do que uma posição de destaque em um ranking internacional, o 4º lugar conquistado pelo Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek no AirHelp Score 2025 é reflexo de uma operação, segundo o ranking, que alia eficiência, conectividade e qualidade no atendimento ao passageiro. Único terminal brasileiro a figurar entre os dez melhores do mundo na avaliação global divulgada nesta terça-feira, o aeroporto da capital federal tem características únicas que ajudam a explicar sua ascensão.
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Localizado no centro geográfico do país, o terminal opera como um verdadeiro hub nacional: é o único aeroporto do Brasil com voos diretos para todas as 26 capitais estaduais, o que garante capilaridade e agilidade na malha aérea doméstica. Além disso, mantém conexões internacionais estratégicas para destinos como Buenos Aires, Lima, Cidade do Panamá, Lisboa, Miami e Orlando — pontos importantes tanto para turismo quanto para negócios.
Com mais de 14,8 milhões de passageiros por ano, o terminal é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas de Guarulhos e Congonhas. Ainda assim, manteve indicadores elevados de qualidade: alcançou nota 8,6 em pontualidade dos voos, 8,3 na satisfação dos passageiros com os serviços e 8,2 na oferta de alimentação e lojas. Os números garantiram uma média geral de 8,47 pontos — e a subida de uma posição em relação ao ranking anterior.
Entre os diferenciais do aeroporto brasiliense estão a infraestrutura moderna e ampla, com um terminal de 120 mil metros quadrados, sinalização eficiente, áreas de embarque espaçosas e tempo médio de espera reduzido. A concessão à iniciativa privada em 2012 também impulsionou melhorias constantes em áreas como climatização, limpeza, segurança e atendimento ao cliente.
Além disso, o aeroporto investiu nos últimos anos em tecnologia de autoatendimento, wi-fi gratuito de qualidade e iniciativas sustentáveis, como uso de energia solar e projetos de gestão de resíduos.
Outro ponto que pesa a favor do terminal é a experiência do passageiro. O mix de lojas e restaurantes é variado, com opções que vão de redes internacionais a marcas regionais, além de espaços de descanso e conectividade pensados para viagens longas e conexões. Para os passageiros em trânsito, o aeroporto se tornou um ambiente funcional, confortável e, principalmente, previsível, algo cada vez mais valorizado no setor aéreo.
A boa colocação de Brasília contrasta com os desafios ainda enfrentados por outros grandes terminais brasileiros, como Guarulhos (61º) e Congonhas (63º), onde a alta demanda e limitações operacionais afetam a performance. Ainda assim, o Brasil conseguiu colocar 12 aeroportos entre os 250 melhores do mundo, incluindo nomes como Belém (13º), Santos Dumont (17º), Fortaleza (24º) e Galeão (29º).