A PPSA (Pré-Sal Petróleo) fará o primeiro leilão de gás natural da União no dia 22 de outubro, para ofertar 1,1 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural da União em 2027. O volume será fracionado em 110 lotes de 10 mil metros cúbicos por dia cada. O certame será dedicado exclusivamente às indústrias química e petroquímica; siderúrgica, metalúrgica e mineração; fertilizantes; cerâmica; e vidreira.
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Os 1,1 milhão de metros cúbicos por dia que serão ofertados pela PPSA equivalem a cerca de 0,6% da produção média brasileira de gás natural, segundo especialistas. Para o diretor-presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, foram feitos ajustes no certame após a empresa receber 320 contribuições de 22 agentes. De acordo com ele, as mudanças tiveram como objetivo conferir maior flexibilidade às empresas no processo de habilitação e aumentar a eficiência do leilão.
— Entre as principais alterações, destaca-se a possibilidade de participação de indústrias ainda em migração para o mercado livre, com a prorrogação do prazo para a apresentação da comprovação. Da mesma forma, as empresas passaram a ter mais tempo para definir se comprarão o gás diretamente da PPSA ou por meio de uma comercializadora. Isso trará mais competitividade ao leilão — disse Paroli.
O gás natural da União será entregue aos compradores na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, da Petrobras, que fica no Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), entre março e dezembro de 2027. A partir daí, caberá aos vencedores do leilão contratar o serviço de transporte diretamente ou por meio de uma empresa comercializadora de gás habilitada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), garantindo a logística do gás natural até a unidade consumidora.
Segundo a PPSA, o gás natural da União será ofertado em cinco etapas, cada uma destinada a um segmento da indústria de base. O setor químico e petroquímico terá 350 mil metros cúbicos por dia, seguido pelos setores siderúrgico, metalúrgico e de mineração, com 320 mil metros cúbicos por dia; cerâmico, com 200 mil metros cúbicos por dia; de fertilizantes, com 130 mil metros cúbicos por dia; e vidreiro, com 100 mil metros cúbicos por dia.
Os compradores participarão do leilão virtualmente, na etapa referente ao seu segmento. A quantidade de gás natural adquirida por cada empresa não poderá superar o limite de seu consumo, previamente declarado na fase de habilitação. Após a abertura das propostas iniciais, começará a etapa dinâmica do leilão, em que as empresas poderão apresentar novas ofertas na plataforma, aumentando o prêmio. As propostas vencedoras serão as que ofertarem os maiores prêmios à União.
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Para fazer suas ofertas, as empresas deverão ter como base uma fórmula que considera 115% da média das cotações diárias do Henry Hub (HH) e a média das taxas diárias de câmbio, ambas apuradas no mês anterior ao fornecimento, além do prêmio em dólar por milhão de BTU (MMBtu, a unidade internacional de medida do gás).
Se, ao final das cinco etapas, ainda houver lotes remanescentes, será realizada uma nova rodada, com a oferta do volume total disponível, segundo a PPSA.PPSA fará primeiro leilão de gás da União com oferta de 1,1 milhão de m³ por diaOs 1,1 milhão de metros cúbicos por dia que serão ofertados pela PPSA equivalem a cerca de 0,6% da produção média brasileira de gás natural
PPSA fará primeiro leilão de gás da União exclusivo para indústrias
