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‘Praça Paris é o nosso Central Park’

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julho 20, 2025
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Feira gastronômica na Praça Paris, em evento-teste de reordenamento da Feira da Glória — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Este domingo (20) marcou o primeiro dia de uma tentativa de reordenação da Feira da Glória pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Depois da proibição de feirantes não regularizados na última semana, o poder público organizou um evento-teste neste domingo com 40 expositores gastronômicos na Praça Paris, que foram autorizados a ocupar o espaço no hoje, dividindo espaço com o Arraiá da Gema, festa que já estava prevista para este fim de semana.

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Próximo às 11h30, o que se via no local dos feirantes da Glória era um clima familiar, com frequentadores espalhados pelo gramado, em cangas ou sentados direto no chão, e crianças correndo e brincando.

— Antigamente a gente já estava quase caindo para a rua, de tanto tumulto, isopor, botijão de gás. Aqui dentro ficou muito melhor. Agora está bem organizado, bem distribuído, a gente consegue olhar com calma os produtos dos feirantes, e deu uma utilidade muito linda para esse espaço. É o nosso “Central Park”, só que com vista do Cristo e do Pão de Açúcar — opina o advogado Jason Queiroz, de 41 anos, frequentador assíduo da feira, que almoçou no gramado com amigos.

Feira gastronômica na Praça Paris, em evento-teste de reordenamento da Feira da Glória — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

A avaliação positiva também veio do casal Beatriz e Vanildo, que levaram as filhas pequenas para curtir o domingo.

— Como é um lugar fechado, as crianças podem ficar à vontade, e a gente pode almoçar enquanto vigia — avalia Beatriz, que diz que a tranquilidade da novidade a deixa animada para ir à Feira com mais frequência com a família.

Do lado dos feirantes, que ficaram responsáveis pela limpeza da Praça após o encerramento, o evento-teste teve seus lados positivos, mas também gerou apreensão.

— Foi bom porque as pessoas não ficaram sem trabalhar, e porque estamos com aval para ganhar nosso dinheiro. E realmente está bem mais organizado, mas agora a gente precisa atrair o público para cá para continuar tendo o mesmo faturamento de antes — explica Alysan Braga, de 31 anos, que trabalha com a família na barraca de frutos do mar Temperô da Preta há cerca de três ou quatro anos.

Wendel Jordão, 25 anos, da barraca de comida nordestina Nosso Sertão, também acredita que a divulgação do novo ponto de trabalho pode ser um empecilho:

— A mudança para o lado de cá, como qualquer mudança, foi drástica. As pessoas estão meio perdidas ainda. Também tem alguns moradores que reclamaram da exposição na Praça, com medo de sujeira por ser um local histórico, mas estamos seguindo regras para estar aqui. Não sabemos exatamente qual é o melhor caminho, mas estamos correndo atrás para que seja bom para nós, para os moradores e para os clientes.

Na Avenida Augusto Severo, a habitual superlotação da Feira da Glória não pareceu ter diminuído muito neste primeiro dia. Quem quisesse passear entre as barracas de verduras e frutas ou comprar um pastel, por exemplo, precisava se espremer em meio à multidão e encarar algumas filas. Além disso, o entorno ainda estava bastante ocupado com carros e caminhões dos expositores, além de food trucks e carrinhos de ambulantes, que dificultam a circulação dos transeuntes. A esperança da Prefeitura, no entanto, é de que a transferência de parte da Feira para a Praça vingue, e traga mais comodidade aos turistas e cariocas que curtem o programa ao ar livre.

Primeiro dia com expositores da Feira da Glória na Praça Paris tem clima tranquilo e familiar — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo
Primeiro dia com expositores da Feira da Glória na Praça Paris tem clima tranquilo e familiar — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Na avaliação do subprefeito do Centro e arredores, Alberto Szafran, que conferiu o evento-teste de perto, o primeiro dia foi positivo, e a feira gastronômica deve ser ampliada gradativamente a partir dos próximos domingos, até que se entenda a lotação do espaço. Caso os testes sigam tendo um bom retorno, os feirantes podem ganhar ainda uma autorização definitiva para uso do espaço público. Até lá, ele confia no carioca para divulgar o novo point.

— Mesmo sendo um evento-teste, identificamos uma grande quantidade de público consumindo, desfrutando desse ambiente maravilhoso, e os expositores podendo trabalhar com dignidade, cidadania, em uma praça limpa e organizada. Acho que as redes sociais, dos próprios feirantes e da subprefeitura, vão ajudar a trazer o público para cá. Com o tempo o boca-a-boca vai ser o suficiente para fazer com que as pessoas acessem a praça e consumam aqui dentro — afirma.

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