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prefeito de Barra Mansa anuncia regras para acabar com ‘farra dos atestados’ na cidade

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novembro 26, 2025
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Prefeito Luiz Antonio Furlani Filho e uma capivara que habita a região do viaduto Alexandre Fisher — Foto: Reprodução

Uma decisão polêmica da prefeitura está movimentando a cidade de Barra Mansa, no sul do estado. Sob a alegação de que os pedidos de atestados médicos na UPA do município aumentam consideravelmente às segundas e terças-feiras, o prefeito da cidade Luiz Furlani determinou que a partir de agora seja adotado o Protocolo de Manchester, com adoção do critério da classificação de risco.

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Se o médico classificar o paciente como verde, vai emitir para ele apenas uma declaração de comparecimento à unidade. Para aqueles que forem classificados como amarelo (urgência) ou como vermelho (emergência), o atestado médico será emitido pelo tempo necessário que durarem sua estada na UPA, ou pelo tempo necessário ao tratamento da sua doença.

—Não adianta pressionar o médico ou a equipe. A conduta é técnica, criteriosa, e visa garantir o melhor atendimento à nossa população — afirma o prefeito.

Furlani argumenta que a medida é para melhorar o atendimento de urgência e emergência diante do “altíssimo número de pessoas que vão à UPA buscar atendimento com objetivo único de pegar atestado”. O grande movimento, segundo ele, tem atrapalhado o atendimento considerado prioritário de urgência e emergência.

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No vídeo, ele acrescenta que a prefeitura já fornece medicação para quem é atendido, além de garantir transporte de 21h às 6h, entre outras medidas com objetivo de “prestar o melhor serviço para a nossa gente.”

—A classificação de risco é um instrumento técnico que direciona o atendimento de acordo com a gravidade do quadro. Nosso compromisso é garantir que os casos realmente urgentes tenham prioridade e que a emissão de atestados seja feita apenas quando houver justificativa clínica. Isso preserva a ética, o fluxo da unidade e o cuidado com quem mais precisa — justifica o coordenador médico da UPA, Ricardo Yuji.

A decisão dividiu opiniões. “Perfeito prefeito. Atendimento a quem realmente precisa”, aprovou uma internauta.”Quem irá definir o grau de dor, impossibilidade de cada pessoa, será um médico que irá fazer a triagem?”, questiona um internauta. “Complicado prefeito. Entendo seu ponto de vista pela pessoa ir apenas para faltar trabalho, porém empresas grandes não aceitam declarações de comparecimento”, argumenta outro. “Acabou o esquema dos coleguinhas que gostam de dar atestado atoa pra não trabalhar no início da semana”, brincou mais um.

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  • O que é o Protocolo de Manchester
  • Palmeira ‘vandalizada’: da denúncia ao riso
      • prefeito de Barra Mansa anuncia regras para acabar com ‘farra dos atestados’ na cidade

O que é o Protocolo de Manchester

O Protocolo de Manchester, citado pelo prefeito de Barra Mansa no vídeo, é um sistema de classificação de risco utilizado em serviços de urgência e emergência com objetivo de priorizar o atendimento de pacientes com base na gravidade de seus sintomas. Ele recorre a um sistema de cinco cores (vermelho, laranja, amarelo, verde e azul) que representam diferentes níveis de urgência.

Cada cor está associada a um tempo máximo de espera recomendado para o atendimento, com objetivo de organizar o fluxo de atendimento, garantindo que os casos mais graves sejam tratados primeiro. Vermelho é classificado como emergência (risco iminente de morte) e deve ter atendimento imediato ;. laranja é considerado muito urgente; amarelo é urgente, verde pouco urgente: e azul são urgente.

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Prefeito Luiz Antonio Furlani Filho e uma capivara que habita a região do viaduto Alexandre Fisher — Foto: Reprodução

Palmeira ‘vandalizada’: da denúncia ao riso

Um vídeo de Furlani viralizou há cerca de três meses, quando ele denunciou um suposto ato de vandalismo na cidade, no canteiro localizado na descida do viaduto Alexandre Fisher, no Centro de Barra Mansa. Ele denunciava ação de supostos vândalos que estariam arrancado as palmeiras que a prefeitura havia plantado.

Mas o que o prefeito não imaginava, é que o “crime” tivesse sido obra de um grupo de capivaras que vivem na beira do Rio Paraíba do Sul — vizinho do local afetado. A descoberta acabou gerando um novo vídeo, com muitos comentários de moradores.

Na primeira postagem, Furlani aparece revoltado com a situação. A princípio, ele acredita que o ato foi realizado por um criminoso e xinga: “Vagabundo, ordinário, sem vergonha”. Na sequência, se desculpa pelos termos utilizados, mas segue demonstrando sua insatisfação com a retirada da Palmeira.

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“Cortaram a base da palmeira! Nós temos feito um trabalho de requalificação e plantamos a árvore aqui na descida. Inimigos da nossa cidade! A você, seu covarde, que fez esse ato de vandalismo contra nossa mada Barra Mansa, pode ter certeza que chegaremos até você” afirmou.

O vídeo gerou milhares de comentários de moradores raivosos. No entanto, horas depois, Furlani voltou para as redes sociais com um novo vídeo esclarecendo o caso. Tratava-se de um grupo de capivaras que habitam a região.

“Gente, de manhã fiquei revoltado… chamei de covarde, safado, sem vergonha, pois estamos em uma ânsia de arrumar a nossa cidade e deixá-la linda… e olha quem é a responsável? A capivara!” esclareceu o prefeito.

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