A despedida de Lionel Messi da seleção argentina teve um convite inusitado. Durante a cerimônia realizada no estádio Monumental, em Buenos Aires, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, desafiou o craque a disputar a Copa Libertadores. A competição continental é justamente um dos principais torneios que não fazem parte da carreira do argentino.
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“Creio que a única coisa que lhe falta é jogar a Libertadores”, afirmou Domínguez, em vídeo publicado nas redes sociais. Em seguida, olhando para Messi e em tom descontraído, completou: “Você aceita o desafio?”. O argentino ouviu a proposta, mas permaneceu em silêncio.
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A sugestão veio durante a despedida de Messi da seleção, na terça-feira. Aos 39 anos, o atacante disputou sua última partida pela Argentina na vitória por 3 a 0 sobre Benin, diante de mais de 85 mil torcedores no Monumental. Messi participou dos três gols: deu duas assistências, para Nicolás Otamendi e Nico Paz, e marcou de pênalti o terceiro gol da partida.
Um título que não está na coleção
A Libertadores é, de fato, uma das poucas grandes competições de clubes que Messi nunca disputou. Toda a carreira profissional do argentino na Europa foi construída no futebol europeu, principalmente no Barcelona, onde conquistou quatro títulos da Liga dos Campeões.
Depois de deixar o Paris Saint-Germain, Messi se transferiu para o Inter Miami, nos Estados Unidos. O vínculo com o clube americano o mantém distante do futebol sul-americano e, consequentemente, da principal competição de clubes do continente.
Domínguez, porém, foi além do simples convite. Segundo a EFE, o dirigente afirmou que, se fosse presidente de um clube, faria “todo o possível” para contratar Messi. Também mencionou a possibilidade de o atacante defender o Newell’s Old Boys, clube de Rosario pelo qual Messi tem uma ligação especial desde a infância. Para que isso acontecesse na Libertadores, no entanto, seria necessário que o time argentino conseguisse a classificação para o torneio. EFE
Despedida com atuação decisiva
O convite ocorreu justamente no encerramento de um ciclo histórico. Messi deixou a seleção argentina após 21 anos e como recordista de partidas e gols pelo país. Foram 208 jogos e 126 gols com a camisa albiceleste. Reuters
A trajetória terminou depois de uma sequência de conquistas que inclui a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo do Catar, também em 2022, e a Copa América de 2024. Na despedida, Messi voltou a ser decisivo e encerrou sua passagem pela seleção participando diretamente dos três gols da vitória sobre Benin. Reuters
Agora, a relação com a seleção argentina chegou ao fim, mas a carreira de Messi nos clubes continua. O atacante segue no Inter Miami, onde tem contrato até dezembro de 2028.
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