O Nordeste está presente na música que circula pelo país, nas passarelas, nas redes sociais, no esporte, nos negócios e no comportamento. No Dia do Nordestino, celebrado em 8 de outubro, artistas, influenciadores e criadores de diferentes áreas falam sobre a presença de nomes e referências da região e sobre a relação com suas origens.
Na música, essa presença se manifesta em diferentes gêneros e gerações. Para Solange Almeida, a diversidade de ritmos é uma das principais expressões da cultura nordestina. “A gente tem ritmos muito nossos, artistas com muita personalidade e compositores incríveis. Você vê o forró, o piseiro, o arrocha, vários estilos chegando em lugares diferentes. Isso me dá muito orgulho, porque mostra que a nossa música continua viva, se reinventando, criando tendências e formando novos artistas o tempo inteiro. Fico muito feliz de acompanhar essa geração chegando com tanta força”, diz.
Priscila Senna também associa o orgulho de suas origens à música. “Eu cresci na terra de Luiz Gonzaga, Lenine, Alceu Valença, Reginaldo Rossi, Chico Science… Olha quanta história, quanta música boa saiu daqui! Me emociona fazer parte dessa terra e poder levar o nosso brega para tantos lugares. É muito bonito sentir esse amor e ver tanta gente se orgulhando de onde estamos chegando!”, afirma.
Para Pipo Marques, a identidade nordestina está ligada à história familiar e às referências que o acompanharam desde a infância. Filho de Bell Marques, ele cresceu acompanhando a relação do pai com a música e afirma ter aprendido que alcançar novos públicos não significa deixar as próprias referências para trás. “Quando eu digo ‘sou nordestino’, estou falando de muita coisa que me formou: da minha família, da música que cresci ouvindo, do meu jeito de falar e de receber as pessoas. Cresci vendo meu pai levar a nossa música para tantos lugares, e isso me ensinou que você pode alcançar o mundo carregando as suas raízes. Hoje, eu sinto esse orgulho quando subo no palco, ser nordestino é uma parte de mim que vai comigo pra qualquer lugar”, conta.
Mari Fernandez também leva suas origens para o trabalho. Natural de Alto Santo, no Ceará, a cantora incorporou referências de sua cidade natal aos palcos durante o São João. “Eu falo com muito orgulho que sou do Ceará, de Alto Santo. Este ano, levei a minha cidade para o meu show de São João, celebrando essa cultura linda que o Nordeste carrega. Acho que um dos motivos de mais orgulho é a nossa diversidade cultural. A gente leva tanta música, comida e alegria para o resto do país, e isso é motivo de muita celebração”, ressalta.
Luan Estilizado define a identidade nordestina a partir da criação, das raízes e dos valores que recebeu: “Ser nordestino é o jeito que fui criado, são as minhas raízes, os valores que aprendi e a história que carrego comigo. É ter a felicidade de ter nascido em uma terra tão rica em cultura, música e tradição. Tenho muito orgulho de ser nordestino e de levar comigo, por onde vou, um pouco de tudo aquilo que faz parte de quem eu sou”.
Felipe Amorim também relaciona sua identidade à música e à conexão com o público. “Ser nordestino diz muito sobre a minha essência. É carregar uma identidade, uma cultura e uma maneira muito particular de viver e enxergar as coisas. Tudo isso está presente na minha música e na forma como me conecto com o público. Eu tenho muito orgulho das minhas raízes e faço questão de que elas estejam sempre presentes no que eu faço”, comenta.
Dia do Nordestino: veja o que artistas e influenciadores dizem sobre suas origens
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A presença nordestina se estende a outras áreas. Mileide Mihaile destaca a atuação de empreendedores da região na criação de empresas e oportunidades. “Temos muita gente empreendendo, abrindo empresas, movimentando equipes, começando muitas vezes com pouco e fazendo aquilo crescer. Existe uma criatividade muito grande na nossa forma de trabalhar e de enxergar oportunidades. Quando a gente fala do Nordeste, eu gosto de pensar nessa potência completa”, avalia.
Na moda, Eslovênia Marques chama atenção para referências presentes no artesanato e nas técnicas tradicionais. “Eu sempre tive um olhar muito atento para moda e acho que o Nordeste tem uma riqueza visual muito grande. Você vê isso no artesanato, nas rendas, nas texturas, nos materiais, nas cores, no trabalho manual. Existe muita história por trás dessas referências. É muito especial ver a valorização de um trabalho artesanal, uma técnica, que vem de gerações. Acho muito bonito ver o Nordeste sendo percebido também como referência de estética, de criatividade e de moda”, observa.
Thais Braz amplia esse olhar para a produção cultural da região: “O que mais me dá orgulho do Nordeste é ver a potência que existe ali. É uma região que revelou e continua revelando artistas, criadores, profissionais e talentos que ajudam a construir a cultura do Brasil inteiro”.
Para John Drops, a identidade permanece presente independentemente do lugar. “Quem eu sou hoje é graças às minhas vivências, às minhas raízes e ao meu berço de herança. Esteja onde estiver, continuo sendo nordestino, essa identidade faz parte de quem eu sou”, pontua.
Dudu Barros, influenciador e RP, relaciona o pertencimento à valorização das próprias raízes e à história da região. “Saber que somos resistência em todos os instantes da vida me faz ter orgulho a cada dia de vida. Eu amo minha terra, amo minhas raízes e sou muito feliz em saber que, além de tudo, somos um povo consciente”, declara.
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Nas redes sociais, a produção de conteúdo também ampliou a visibilidade de criadores nordestinos. Karolly Rayssa destaca a presença da região em temas como moda, beleza, humor, música, gastronomia e comportamento. “Hoje você abre as redes e encontra nordestinos falando de moda, beleza, humor, música, gastronomia, comportamento, de tudo. E cada pessoa leva um pouco de quem é para aquilo que faz. Acho muito legal ver gente que começou mostrando a própria realidade e hoje fala com milhões de pessoas sem precisar deixar de lado o sotaque, as referências ou o jeito de ser. A internet ajudou muita gente a conhecer um Nordeste que talvez não conhecesse antes”, diz.
Ingrid Vasconcelos observa esse movimento também no esporte e no universo do bem-estar. “Hoje a gente vê muitos nordestinos se destacando no futebol, no skate, na corrida, no basquete e em tantas outras modalidades. E eu acho isso muito importante porque, quando você vê alguém que veio de uma realidade parecida com a sua chegando longe, aquilo também inspira. E não falo só dos grandes atletas. Tem muita gente produzindo conteúdo sobre treino, saúde, qualidade de vida e construindo uma comunidade em torno disso. É lindo ver o Nordeste presente também nesse universo e mostrando, mais uma vez, que temos referências em todas as áreas”, reflete.
Ary Mirelle fala sobre a identificação que estabeleceu com outras mulheres nordestinas ao longo de sua trajetória na internet. “Eu recebo muitas mensagens de meninas do Nordeste que dizem que se identificam com meu jeito, com a minha história, e isso mexe muito comigo. Porque eu também cresci tendo minhas referências e sei o quanto faz diferença olhar para alguém e se enxergar ali de alguma forma. Hoje, estar desse outro lado é muito especial. Tenho orgulho de ser nordestina e de poder mostrar que a gente pode ocupar qualquer espaço sem deixar de ser quem é”, relata.
Maíra Azevedo associa essa identidade à criatividade e à capacidade de criar alternativas: “A gente tem uma criatividade que nasce, muitas vezes, da escassez, mas que também é capaz de criar fartura, oportunidades e novos caminhos mesmo quando eles parecem não existir”.
Para Iuna Falcão, a identidade nordestina também está relacionada à ancestralidade. “Ser nordestina é carregar uma história que não começou em mim. É saber que faço parte do legado dos meus ancestrais, que foram levados àquela terra e deixados para morrer, mas resistiram. É carregar essa força no corpo, na memória e na minha forma de existir. É dar continuidade a um caminho que começou muito antes de mim”, explica.
Celo Dut associa o pertencimento às pessoas, aos costumes e às formas de viver da região. “Quando eu afirmo que sou nordestino, eu afirmo em outras palavras que eu faço parte de um lugar único no mundo. Ser do Nordeste é uma espécie de orgulho inexplicável, por tudo que nós representamos culturalmente e historicamente”.
Júlia Ribeiro destaca a relação com Pernambuco e com os elementos que fazem parte de sua identidade. “Eu sempre fui muito orgulhosa de ser pernambucana, do meu sotaque, das minhas raízes e de tudo que vem junto com isso. Para mim, o Dia do Nordestino é uma data para celebrar com muito orgulho quem a gente é. Mas esse é um sentimento que eu carrego todos os dias”, declara.
A cantora pernambucana Uana também fala sobre pertencimento a partir das memórias e tradições transmitidas entre gerações. “Quando eu digo sou nordestina eu digo que nasci num berço cultural rico, que aprendi a ser quem sou nas brincadeiras populares, nas rodas de conversa das mais velhas. Ser nordestina é mais do que ser de uma região, são todos os signos, hábitos e magias culturais que a gente ama e que nos faz sentir pertencentes a essa terra”, afirma.
O apresentador e humorista Ed Gama resume essa relação com a região a partir das referências compartilhadas entre gerações. “Nossos avós têm histórias parecidas, nossos pais ouviram as mesmas músicas e nós somos filhos orgulhosos. Se eu pudesse nascer mil vezes, escolheria ser nordestino mil e uma vezes de novo”, completa.
Dia do Nordestino: artistas e influenciadores celebram suas raízes e a força da cultura da região
