O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira que o número de mudanças de endereços de locais de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026 é 94% menor do que o registrado no mesmo período de 2022. A declaração foi feita na abertura da sessão da Corte, em meio à repercussão das alterações de locais de votação às vésperas do segundo turno, marcado para domingo.
As mudanças nos locais de votação provocaram reações das campanhas. O PT pediu ontem ao TSE que se empenhe em fazer chegar aos eleitores a informação correta antes da eleição, e afirmou que se os cidadãos afetados pela mudança deixarem de votar agora, isso poderia significar, em uma projeção, uma perda de 8.196 votos para Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Nunes Marques, o TSE não participa das decisões sobre as mudanças, que são de responsabilidade dos tribunais regionais eleitorais (TREs).
— Friso, o TSE não tem nenhuma participação na alteração de endereço de local de votação. Ele não solicita, ele não autoriza, não há nenhum tipo de chancelamento. Isso é uma demanda que é detectada pelo cartório eleitoral e é resolvida pelos tribunais regionais eleitorais — afirmou.
Segundo o ministro, o TSE solicitou aos 27 tribunais regionais eleitorais um levantamento atualizado das alterações previstas para o segundo turno. Os dados foram reunidos por meio de formulários preenchidos entre segunda e terça-feira, diante de divergências entre os números registrados no sistema Elo, utilizado pela Justiça Eleitoral, e as informações mais recentes dos TREs.
De acordo com Nunes Marques, o levantamento aponta uma redução expressiva em relação ao pleito anterior.
— Hoje estamos vivenciando uma redução de 94% das mudanças de locais de votação que houve entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2022 — declarou.
O presidente do TSE explicou que os números ainda podem sofrer alterações até o dia da votação, caso os tribunais regionais identifiquem problemas na estrutura dos locais inicialmente previstos.
— Nós podemos ter uma chuva forte amanhã e, em uma unidade da federação, o TRE entender que deve promover a mudança de local em razão da falta de estrutura num determinado local de votação — exemplificou.
Entre os estados citados pelo ministro, Minas Gerais apresenta o maior número de alterações, com 17 locais de votação, seguido pelo Paraná, com nove, e pelo Rio Grande do Norte, com sete. Em São Paulo, quatro locais tiveram seus endereços modificados. No Rio de Janeiro, segundo o levantamento apresentado, houve apenas uma mudança.
Nunes Marques também destacou que algumas unidades da federação, como o Distrito Federal, Acre e Goiás, não registraram alterações até o momento.
O ministro afirmou ainda que os dados serão disponibilizados no portal do TSE e nos sites dos tribunais regionais eleitorais. Segundo ele, os eleitores afetados pelas mudanças são comunicados e também haverá sinalização nos endereços anteriores para orientar aqueles que não tiverem recebido a informação.
Presidente do TSE diz que mudanças em locais de votação do primeiro para o segundo turno caíram em relação a 2022
