A demanda pela redução de estrangeiros no futebol brasileiro e o fomento ao maior uso de jovens veio de formas distintas quando a CBF criou um Grupo de Trabalho sobre o tema e o aprovou na última segunda-feira.
O blog apurou que houve pressão não só da seleção brasileira, mas de outros atores, como sindicatos de atletas, alguns treinadores do futebol nacional e também da ala política que dialoga com clubes e federações na CBF.
Um documento foi produzido pelo Movimento dos Clubes Formadores (MCFFB), e nele foram listados pontos considerados importantes, entre eles a redução gradual do número de estrangeiros até 2030.
A proposta apresentada pela CBF teve origem a partir desse manifesto do Movimento dos Clubes Formadores e foi aprovada pelos clubes e federações com dois votos contrários, Flamengo e Bahia.
Medidas controversas
Mas nem dentre os profissionais da base ouvidos pela CBF a medida foi tratada com unanimidade, nem vista como a solução ideal para a maior utilização de jovens pelos clubes e na seleção.
Na avaliação de alguns deles, o problema é a transição dos talentos e não tanto a formação. O entendimento é que é necessário investir na categoria de base e em profissionais para desenvolvê-las.
A partir daí, criar-se uma cultura de aproveitamento pelo treinador do profissional. Nesse sentido, a CBF poderia ter incluído demandas que são debatidas nos bastidores além de limitar os estrangeiros.
Entre elas, criar critérios específicos para usar um número de jogadores formados no Brasil no elenco, cotas para jogadores formados nos próprios clubes, relacionados por jogo e uma minutagem mínima.
Pressão política, de técnicos e sindicatos reforçam restrição a estrangeiros sugerida em documento de clubes formadores à CBF
