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Professor de Stanford compartilha truques de socialização para evitar silêncio constrangedor em conversas

Muitas pessoas têm dificuldade em manter conversas informais com estranhos. Seja por ansiedade social ou simplesmente porque a ideia parece tediosa, a chamada “conversa fiada” pode gerar frustração e desconforto. No entanto, de acordo com o especialista em comunicação e professor da Universidade de Stanford, Matt Abrahams, essa habilidade pode ser desenvolvida e até mesmo […]

Professor de Stanford compartilha truques de socialização para evitar silêncio constrangedor em conversas


Muitas pessoas têm dificuldade em manter conversas informais com estranhos. Seja por ansiedade social ou simplesmente porque a ideia parece tediosa, a chamada “conversa fiada” pode gerar frustração e desconforto. No entanto, de acordo com o especialista em comunicação e professor da Universidade de Stanford, Matt Abrahams, essa habilidade pode ser desenvolvida e até mesmo aperfeiçoada com alguns ajustes na abordagem.
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Em seu vídeo “Como se tornar bom em bate-papo informal e até mesmo apreciá-lo”, Abrahams começa questionando a noção de que essas conversas são irrelevantes.
— Acho que ‘conversa fiada’ é, na verdade, um termo inadequado. Nos referimos a bate-papo informal como qualquer conversa ou bate-papo ao qual não atribuímos muita importância, quando, na verdade, é uma maneira maravilhosa de se conectar, criar laços, aprender e crescer — explica ele.
Segundo ele, o que torna esse tipo de interação difícil é a ausência de um roteiro; é preciso improvisar com base no que está acontecendo no momento, o que pode gerar a sensação de julgamento.
Mudando a sua maneira de pensar sobre conversas
Abrahams compara a forma como geralmente imaginamos uma conversa informal a uma partida de tênis, onde alguém nos lança a bola e temos que descobrir como devolvê-la; no entanto, ele sugere pensar nisso mais como um jogo de futebol de rua, onde todos colaboram para manter a bola no ar. Reenquadrar a conversa como um esforço compartilhado, em vez de uma competição, pode torná-la menos ameaçadora e mais agradável.
Um dos primeiros conselhos de Abrahams tem a ver com as expectativas que criamos para nós mesmos.
— Seu objetivo é estar interessado, não ser interessante — ele destaca e completa: — Muitos de nós entramos nessas situações pensando que precisamos ser fascinantes, envolventes e interessantes, quando, na verdade, só precisamos estar presentes e interessados ​​na conversa que está acontecendo.
O valor das pausas e da escuta ativa
Para muitos, o silêncio em uma conversa é desconfortável, mas Abrahams recomenda que você se permita pensar antes de responder, em vez de falar apenas para preencher o silêncio.
— Temos a sensação de que a rapidez na resposta está associada à competência. Mas, na realidade, o que melhor reflete sua competência é uma resposta apropriada. E ser apropriado pode levar tempo — diz ela.
Uma estratégia útil para ganhar tempo é parafrasear o que a outra pessoa acabou de dizer, o que também força você a ouvir com mais atenção.
— A maioria de nós ouve apenas o suficiente para captar a ideia geral do que alguém está dizendo e, em seguida, começamos a julgar, ensaiar e responder. Quando eu parafraseio, preciso ouvir com muita atenção. Preciso entender a ideia central do que você está me dizendo. Isso me faz diminuir o ritmo, e parafrasear me dá tempo para realmente pensar — explica.
O que fazer em momentos difíceis
Erros são inevitáveis, mas Abrahams oferece ferramentas concretas para superá-los. Quando você não sabe o que dizer, ele recomenda recorrer ao truque de três palavras que aprendeu com a sogra: “Conte-me mais”.
Segundo Abrahams, dar à outra pessoa a oportunidade de continuar falando permite ganhar tempo para pensar no que dizer em seguida.
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Freepik (Magnific)
Diante do medo de cometer um erro, Abrahams afirma que a comunicação espontânea “tem a ver com conexão, não com perfeição”, por isso sugere pensar em cada interação como uma “tomada”, como em um filme: se algo der errado, você pode simplesmente tentar novamente.
Para aqueles que sentem que isso não lhes é natural, Abrahams propõe uma estrutura de três etapas: o quê, depois o quê e agora o quê.
— O “o quê” é a sua ideia, o seu produto, o seu serviço, a sua crença. O “depois o quê” é por que isso é importante para a pessoa ou pessoas com quem você está falando. E o “agora o quê” é o que vem a seguir, como continuo a conversa? — explica ele.
Como iniciar e terminar uma conversa naturalmente
Além de perguntas típicas como “Como vai?” ou “O que te traz aqui?”, Abrahams sugere conectar o início da conversa a algo no ambiente imediato, mesmo que seja apenas uma simples observação.
Para encerrar uma conversa de forma tranquila, ele sugere a técnica da “bandeira branca”: sinalizar que a conversa está prestes a terminar, assim como um piloto sinaliza o fim de uma corrida antes da última volta. Isso poderia soar algo como: “Preciso ir daqui a pouco, mas antes, queria te perguntar um pouco mais sobre aquela viagem ao Havaí que você me contou”.
Dessa forma, ambas as pessoas podem encerrar a conversa juntas, em vez de uma delas sair repentinamente.
Aprender a lidar com conversa fiada não requer perfeição, mas prática. Cada conversa pode ser vista como uma série de pequenas tentativas, e um tropeço não estraga toda a conversa, mas é simplesmente uma oportunidade para tentar novamente.
No final das contas, o objetivo nunca foi impressionar, mas sim estar presente, ficar curioso e fazer com que o outro saiba que está realmente sendo ouvido.

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Autor

BRCOM