BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Projeto que criminaliza a misoginia enfrenta resistência do PL, e negociação sobre liberdade religiosa vira impasse em votação

BRCOM by BRCOM
julho 1, 2026
in News
0
Projeto que criminaliza a misoginia enfrenta resistência do PL, e negociação sobre liberdade religiosa vira impasse em votação


A votação do projeto de lei que criminaliza atos de misoginia segue incerta na Câmara dos Deputados em meio a negociações entre a relatora, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), e líderes partidários para destravar a proposta. Embora haja possibilidade de o texto ser incluído na pauta desta quarta-feira, a decisão ainda depende de um acordo em torno de mudanças reivindicadas principalmente pelo PL, a maior bancada da Casa.
O projeto altera a Lei nº 7.716, de 1989, conhecida como Lei do Racismo, para incluir a misoginia entre as hipóteses de discriminação e preconceito previstas na legislação.
A decisão, em última instância, depende do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem ingerência sobre a pauta em plenário. O projeto ainda não consta na ordem do dia. Segundo interloctores do presidente, o projeto não será votado hoje.
Tabata Amaral, contudo, afirmou que ainda há chances de o projeto entrar na ordem do dia. — Tem (chance de voltar hoje), mas só terei a confirmação mais tarde — disse ao GLOBO.
Segundo parlamentares envolvidos nas negociações, o principal impasse passou a ser a inclusão de uma garantia à liberdade religiosa no texto. Ala da bancada do PL defende que a proposta deixe claro que a criminalização da misoginia não restringe manifestações de fé protegidas pela Constituição Federal.
A discussão ganhou força durante os trabalhos do grupo criado para analisar o projeto. Integrante do colegiado, a deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que o texto ameaça a liberdade religiosa e citou passagens bíblicas sobre a submissão da mulher ao marido para defender que interpretações religiosas não podem ser criminalizadas.
Nos bastidores, contudo, a negociação vai além desse ponto. Líderes também pressionam por alterações na definição de misoginia prevista no substitutivo apresentado por Tábata. A redação mais recente do texto define como ato de misoginia “a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher”.
Além disso, parlamentares defendem a revisão de dispositivos que aumentam penas em determinadas situações, como quando o crime é cometido para obtenção de vantagem econômica por meio do aumento de audiência e engajamento nas redes sociais, e contestam a previsão de suspensão temporária de contas e perfis utilizados para a divulgação de conteúdo considerado ilícito.
O texto foi discutido durante reunião de líderes da Câmara dos Deputados na terça-feira. A intenção era votar o projeto nesta semana, mas líderes partidários ouvidos pelo GLOBO avaliam que há possibilidade de que o texto seja votado apenas depois das eleições.
Em meio às negociações, a relatora conseguiu fechar um acordo com o Republicanos, e também se reuniu para articulação com as bancadas de partidos como PT e PP.

Projeto que criminaliza a misoginia enfrenta resistência do PL, e negociação sobre liberdade religiosa vira impasse em votação

Previous Post

Com inverno mais seco, governo aperta regime de restrição hídrica em São Paulo

Next Post

Nova análise mostra como os substitutos do açúcar podem afetar a saúde intestinal e o metabolismo; entenda

Next Post
Nova análise mostra como os substitutos do açúcar podem afetar a saúde intestinal e o metabolismo; entenda

Nova análise mostra como os substitutos do açúcar podem afetar a saúde intestinal e o metabolismo; entenda

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.