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novembro 8, 2026
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Quaest: Gastos e juros lideram preocupação dos brasileiros para o Lula 4; combate ao bolsonarismo e social trazem mais otimismo

Por · novembro 8, 2026
Pesquisa Quaest mostra que Lula 4 gera maior receio de conflitos com Congresso e STF, mas mais otimismo do que em 2022


Pesquisa Quaest divulgada neste domingo aponta que a economia do país e especialmente os gastos públicos e a taxa de juros são os fatores que mais preocupam sobre o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mais de um quarto dos entrevistados (27%) relataram esse ponto de atenção na quarta gestão do petista, dez pontos a mais que a segunda maior preocupação, ligada à segurança pública, à violência, às facções, às milícias e às drogas (17%).
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O levantamento aponta ainda, como focos de temor do eleitorado, ambos com 12%, “a corrupção, os escândalos e a roubalheira” e a “governabilidade, relação com o Congresso e a oposição”. Também são preocupações a educação, escolas de qualidade e universidades boas (8%) e a saúde, hospitais, atendimento e especialistas (7%).
Já as questões ligadas ao meio ambiente, ao desmatamento e às mudanças climáticas são o %) e maior temor de 5%, enquanto a relação com outros países, como os Estados Unidos, e viagens preocupam 3%. Outros 9% não souberam ou não responderam.
Os dados mostram que a economia é a maior preocupação tanto para mulheres quanto para homens (27% nos dois gêneros), seguida pela violência e pela corrupção. No estudo por renda, o levantamento mostra que os temas econômicos preocupam mais os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos (30%) que aqueles com ganhos mensais até dois salários (20%).
No grupo desses mais pobres, o temor com a economia empata numericamente com o receio da violência (20%) e a preocupação com a relação entre Lula e o Congresso chega a 16% (ante 7% entre os mais ricos).
A pesquisa também avaliou o que traz mais otimismo para os brasileiros em Lula 4. Um quinto dos entrevistados (20%) citou “a democracia e o combate ao bolsonarismo”, enquanto 17% ressaltaram a promoção de “programas sociais, redução da desigualdade e ajuda aos pobres” e 16%, “a regulação das bets e das redes sociais”.
Para 9% dos brasileiros, o otimismo está ligado ao “meio ambiente, combate ao desmatamento e mudanças climáticas”, mesmo percentual dos que têm boas expectativas para “valorização da educação e universidade pública”.
Enquanto isso, 6% afirmam estar otimistas sobre “combate à corrupção e Polícia Federal” e outros 6%, sobre “economia, crescimento, infraestrutura”. Houve ainda 4% que citaram otimismo com “segurança pública, combate à violência e facções” e outros 4%, com “saúde, SUS, novos hospitais”. E 9% não souberam ou não responderam.
O otimismo com a democracia e o combate ao bolsonarismo é o principal fator para homens (19%) e para mulheres (21%). Mas eles relatam mais otimismo com a promoção de programas sociais (20% a 14%) e defesa do meio ambiente (13% a 7%) — entre elas, o bom presságio é maior em relação à regulação das bets e das redes (16% a 14%) e à educação (10% a 8%).
Na segmentação dos entrevistados por renda, os dados apontam que o otimismo com a democracia e o combate ao bolsonarismo é maior entre os mais ricos (22%) que entre os mais pobres (15%), que por sua vez citam em maior número a boa expectativa quanto a programas sociais (21% a 10%).
A Quaest ouviu 2004 eleitores entre os dias 30 de outubro a 2 de novembro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%

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