Uma força-tarefa tenta localizar a estudante Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, desaparecida há mais de um mês após deixar a unidade da Universidade Estadual Paulista (Unesp) da Ilha Solteira. As autoridades suspeitam que a jovem tentava fazer o namorado, Yuri Amorim, assumir o relacionamento com ela, que é uma mulher trans. Amorim e um segundo suspeito teriam assassinado Carmem no Dia dos Namorados, segundo as investigações da Polícia Civil.
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O caso é tratado como um feminicídio. Carmen Alves cursava o último ano da graduação de zootecnia na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e morava com a mãe. Segundo a TV Tem, ela trabalhava como garçonete em restaurantes e gostava de fazer fotografias.
“A Carmen é uma mulher amada, estudiosa, trabalhadora e muito querida por sua família, amigos e pessoas que convivem com ela. Uma pessoa alegre, divertida e com muitos sonhos e metas para realizar. Uma menina que sempre foi sensível, e que sempre utilizou a arte como forma de expressão”, descreveu a família da mulher em uma publicação nas redes sociais.
As investigações indicam que ela teria feito um dossiê com reportagens que apontam o envolvimento de Yuri Amorim em roubos e furtos de fios de cobre de usinas na região de Ilha Solteira, a 660 quilômetros da capital. Os documentos, encontrados em uma pasta no computador da estudante batizada de “Yuri Trambiques”, serviriam para fazer o homem assumir o relacionamento do casal.
Yuri Amorim e o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos de Oliveira, também apontado pelas investigações como suspeito no crime, negaram envolvimento no desaparecimento de Carmen. Os homens foram presos temporariamente, por 30 dias, no dia 10 de julho. Yuri foi levado para a Cadeia Pública em Penápolis (SP) e Roberto Carlos para o presídio Romão Gomes, em São Paulo (SP). A dupla nega o crime.
Segundo a polícia, os dois presos supostamente eram amantes, e Yuri dependia financeiramente de Roberto, um dos motivos pela qual ele não teria interesse em assumir um relacionamento formal com Carmen. O delegado ainda não sabe dizer se a vítima sabia da relação do namorado com o PM.
— Ela queria assumir o namoro e ele (Yuri) não queria. Até porque ele dependia do Roberto que dava dinheiro pra ele. Eu não sei dizer se a Carmen sabia do Roberto. Talvez não, porque as testemunhas dizem que não conheciam ele. Porém, ele estava sempre junto com o Yuri, então fica difícil saber — afirmou o delegado Miguel Rocha, responsável pelo caso