Uma embarcação civil partiu em direção a Faixa de Gaza neste domingo, dia 1º de junho, com ajuda humanitária e ativistas de diversos países. Entre os membros da tripulação do barco Madleen, organizado pela Coalizão da Frota da Liberdade — Freedom Flotilla Coalition (FFC) —, estão o brasileiro Thiago Ávila e a ativista climática Greta Thunberg.
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O Madleen, que partiu de Catania, na região da Sicília, neste fim de semana, busca romper simbolicamente o bloqueio imposto por Israel ao território palestino e denunciar o que os organizadores classificam como uma “punição coletiva” à população de Gaza. O nome do navio homenageia Madleen, a primeira e única pescadora da região em 2014, como símbolo da resistência do povo palestino.
Thiago de Ávila e Silva Oliveira tem 38 anos e nasceu na cidade de Brasília, em 1986. Ativista, ele já foi candidato a deputado federal pelo Psol, em 2022.
Nos últimos dias, Thiago tem usado as redes sociais para publicar sobre expedição humanitária, que acontece um mês após outra embarcação com destino a Faixa de Gaza ter pegado fogo e emitido um sinal de socorro, supostamente depois de ter sido atingida por drones na costa de Malta. O brasileiro também estava a bordo, na ocasião.
O brasiliense tem mais de 350 mil seguidores em seu perfil no Instagram, e usa a página para divulgar vídeos explicativos e ações humanitárias.
Além de Thiago e Greta, também estão na embarcação que partiu da Sicília para Gaza no último fim de semana a deputada francesa do parlamento europeu Rima Hassan e representantes da Alemanha, Turquia, Espanha e Holanda.
Entre os itens transportados estão fórmula infantil, alimentos como farinha e arroz, fraldas, produtos de higiene para mulheres, kits de dessalinização, suprimentos médicos e próteses infantis.
A FFC ressalta que a ação é inteiramente pacífica. Os voluntários passaram por treinamentos de não violência e não portam armas.
— Estou a bordo do Madleen porque o silêncio não é neutralidade, é cumplicidade. O povo palestino em Gaza está sendo faminto e massacrado, e o mundo assiste. Este navio não está apenas levando ajuda, está levando uma exigência: fim do bloqueio. Fim do genocídio — declarou Rima Hassan à FFC.
