A disputa judicial entre Murilo Huff e Dona Ruth pela guarda do pequeno Léo, filho da eterna Marília Mendonça, ganhou um novo capítulo com um personagem até então discreto na vida pública da família: Deyvid Fabricio. Aos 33 anos, o ex-jogador de futebol se viu no centro de um dos processos familiares mais acompanhados do país. Seu depoimento, segundo a Justiça, foi crucial para a decisão provisória que concedeu a guarda unilateral ao pai da criança.
- Jeff Bezos copia casamento real? Ellie Goulding canta música de William e Kate em cerimônia em Veneza
- Estampas pintadas a mão e acessórios marcantes: conheça o visual repaginado de Raquel em ‘Vale tudo
Apesar de estar longe dos holofotes, Deyvid convive com Léo desde o nascimento do menino e é casado com Dona Ruth, mãe da cantora, desde 2018 — cerimônia, aliás, organizada pela própria Marília. “Só casei com ele depois que a Marília aprovou e, principalmente, depois que o Léo nasceu”, contou Dona Ruth em entrevista à Veja, anos depois da cerimônia íntima que contou com show do cantor Ferrugem.
Mas, recentemente, o que era uma relação harmoniosa ganhou contornos de conflito. A Justiça entendeu que havia sinais de negligência e alienação parental por parte de Dona Ruth, com base em documentos, mensagens trocadas entre babás e, principalmente, no relato de Deyvid.
“O fato foi confirmado em audiência quando seu marido, Devyd, relatou que a relação entre autor e ré é muito ruim, não havendo diálogo”, escreveu o juiz. A sentença afirma que a avó “vem agindo de forma unilateral ao pleno exercício da parentalidade por parte do genitor” e que isso teria deteriorado o regime de guarda compartilhada.
Murilo Huff alegou ainda que descobriu situações graves envolvendo o cuidado com Léo. De acordo com o processo, a criança, que tem diabetes tipo 1, teria tido seu quadro clínico ocultado pelo lado materno. “As provas documentais revelam que o menor, portador de diabete mellitus tipo 1, vem sendo submetido a situações de negligência”, consta na decisão.
Frases como “não fala pro Murilo que ele tá tomando antibiótico” e “esconde o remédio”, supostamente ditas por Dona Ruth às babás, também foram mencionadas como indícios de quebra no dever de cooperação parental. A Justiça ainda destacou tentativas de construir no imaginário de Léo a ideia de que o pai seria ausente ou incapaz — práticas interpretadas como alienação parental.
Mesmo sendo mais novo que Dona Ruth — ele tem 33 anos e ela, 56 —, Deyvid é chamado de “vovô” por Léo e é descrito como uma figura constante e afetuosa na vida do menino. Marília, inclusive, demonstrava gratidão pela forma como ele tratava o neto. “Ela [Marília] era muito grata por Deyvid cuidar do Léo como se ele fosse um neto também. Eu brinco que o Deyvid é o avô mais novo que tem em Goiás”, disse Dona Ruth em outra ocasião.
Deyvid atuou como goleiro em clubes como Palmas, Goianésia e Aparecidense, mas está afastado dos gramados desde 2017. Desde então, mantém uma vida mais reservada. Quando Marília faleceu em um trágico acidente aéreo, ele esteve ao lado de Dona Ruth durante o velório — sendo erroneamente identificado por alguns como segurança, situação que o casal apontou como racismo.
Dona Ruth, por sua vez, afirma que sempre cuidou bem de Léo e que o patrimônio do neto está protegido. Ela diz que o ex-genro nunca pagou pensão, enquanto Murilo apresentou comprovantes de pagamentos relacionados à educação e saúde do filho. A avó recorreu da decisão e sua defesa argumenta que a decisão é provisória, cabendo ainda a apresentação de provas que revertam o quadro.
“Existem muitas informações e provas que vão mudar totalmente o curso dessa ação”, afirmou o advogado Robson Cunha, defensor de Dona Ruth. “Ao contrário do que foi alegado, a avó sempre prestou os cuidados necessários à saúde do menor”, disse a nota enviada após a decisão judicial.