O Dia da Marinha do Brasil — celebrado em 11 de junho, data da vitória na Batalha Naval do Riachuelo, em 1865 — o Comando do 1º Distrito Naval realiza uma série de eventos ao longo deste mês no Rio de Janeiro. Na programação deste fim de semana e do próximo, o público poderá visitar, na cidade do Rio, quatro dos principais Navios de Guerra da Marinha brasileira.
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O público terá a oportunidade de conhecer de perto embarcações que contribuem para proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras, a “Amazônia Azul”.
Neste sábado e amanhã, domingo, o Píer do Museu do Amanhã recebe a Fragata “União” e o Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa”. No próximo fim de semana, dias 14 e 15, o Píer Mauá recebe o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Sabóia” e o Navio Hidroceanográfico Faroleiro (NHoF) “Almirante Graça Aranha”. As visitas são gratuitas e sempre realizadas das 8h30 às 17h.
Confira detalhes de cada uma das embarcações:
A Fragata União (F-45) é o sexto navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Sua construção teve início em junho de 1972, com lançamento e batismo em março de 1975, tendo como madrinha Hilda Faria Lima, esposa do então governador do Estado do Rio de Janeiro, Floriano Peixoto Faria Lima. A embarcação foi incorporada à Marinha em setembro de 1980.
Em 2003 passou por modernização, com aquisição de equipamentos de última geração, como sistemas de armas e de detecção de submarinos.
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A fragata “União” participou de diversas operações e missões, tanto nacionais quanto internacionais. Entre elas, como a principal embarcação da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês), no Oriente Médio. Também participou de exercícios conjuntos com a Marinha Argentina.
Como as demais fragatas da Classe Niterói, tem como função localizar e destruir aeronaves, navios de superfície e submarinos inimigos, além de efetuar patrulhas nas águas nacionais.
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O Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa” teve sua construção iniciada em fevereiro de 2009, com lançamento em novembro do mesmo ano, sendo incorporado à Marinha do Brasil em novembro de 2012. Com comprimento de 90,5 metros, sua autonomia é de 35 dias, com tripulação de 51 marinheiros.
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Uma de suas maiores participações foi o transporte de tanques de oxigênio líquido para abastecer hospitais de Manaus, no Amazonas, em 2021.
Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Sabóia”
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O Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia” (G25), ex-RFA Sir Bedivere (L3004), foi um Navio Logístico e de Desembarque da classe “Round Table”, construído originalmente para servir ao Exército Britânico, sendo transferido para a “Royal Fleet Auxiliary” (RFA) em 1970. O navio foi lançado ao mar em 1967, tendo integrado diversas operações navais da Grã-Bretanha, como a Guerra das Malvinas e da Guerra do Golfo. Foi incorporado à Marinha do Brasil em maio de 2009.
O navio é empregado no transporte de tropa e carga em Operações Anfíbias, Ribeirinhas e de Apoio Logístico Móvel. Tem como função desembarque e apoio a forças terrestres através de um assalto anfíbio ao território inimigo.
Navio Hidroceanográfico Faroleiro (NHoF) “Almirante Graça Aranha”
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O Navio Faroleiro Almirante Graça Aranha (H-34) é o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, batizado em homenagem ao hidrógrafo Almirante Heráclito da Graça Aranha, que ganhou destaque por seus serviços de faróis e da navegação em geral. Foi construído pelo estaleiro Industria Naval Ebin S/A, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Teve sua quilha batida em 1970 e foi lançado ao mar em 23 de maio de 1974, sendo incorporado a Armada em cerimônia de Mostra de Armamento em 9 de setembro de 1976.
Tem como função apoiar a construção de faróis, posicionar, manter e reparar o balizamento na costa brasileira, garantindo a segurança da navegação, incluindo locais de difícil acesso e ilhas oceânicas brasileiras. Pode operar com aeronave de asa rotativa (helicóptero) embarcada e possui autonomia suficiente para atingir pontos mais das Águas Jurisdicionais Brasileiras mais distantes da costa.

