Quatro dias, quatro palcos diferentes para chamar de seu. Começa nesta quinta (10), no Vivo Rio, com “Luedji Luna canta Sade” (show que esgotou o Circo Voador em novembro passado) e a americana Yaya Bey (em sua primeira passagem pelo Brasil), e termina domingo (13), no Teatro Casa Grande, com Amaro Freitas e os Hermanos Gutiérrez, mais uma edição do Queremos! Festival.
- ‘Torto arado’: musical baseado em best-seller premiado de Itamar Vieira Jr chega ao Rio
- De graça: Diogo Nogueira com Hamilton de Holanda e mais shows agitam o Arpoador em abril
Sexta (11), no Circo Voador, é a vez de Arnaldo Antunes estrear o show “Novo mundo”, do álbum homônimo lançado mês passado. Ele divide a noite com Sophia Chablau & Felipe Vaqueiro. E sábado (12) é o dia com a programação mais extensa — e com o maior palco, também. Na Marina da Glória, se apresentam a brasilo-jamaicana Nabiyah Be — filha do ícone do reggae Jimmy Cliff —, Anelis Assumpção (com o show “Legalize it!”), o rapper paulista Yago Oproprio (com “Oproprio”) e Liniker (com “Caju”).
Depois de estrear o show no Rio, Luedji Luna está feliz em retornar à cidade para cantar mais uma vez hits da cantora britânica-nigeriana que perduram no tempo — a exemplo de “Smooth operator” e “Your love is king”, ambos lançados há mais de quatro décadas.
— Acredito que (esse fator atemporal) é pela autenticidade da Sade, que sempre foi firme em não abdicar de sua personalidade. Isso sem falar no talento para cantar com tanta elegância e suavidade sobre o amor, um tema universal — pontua Luedji.
Fã declarada da cantora de rhythm and blues Yaya Bey, com quem divide a noite, a baiana não vê a hora de assistir ao show da americana:
— Ela é uma grande referência musical para mim. Tenho uma relação de amor com Nova York e ela me transporta para aquelas ruas. Quando ela cantar “Meet me in Brooklyn” não responderei por mim. Espero conhecê-la (nos bastidores). É muito importante ter essa oportunidade de troca, de perguntar sobre o universo dela, o que enriquece muito as minhas perspectivas artísticas e a curiosidade de fã.
Assim como Luedji, Oproprio também volta ao Rio após um show esgotado no Circo no ano passado. Nascido na Zona Leste de São Paulo, o rapper mistura influências da MPB com outras adquiridas na Venezuela, onde morou na adolescência.
- Últimos dias: Festival É Tudo Verdade exibe, de graça, 85 documentários no Rio e em SP
— É uma honra estar nesse line-up, no meio de nomes que eu admiro tanto na música — comenta o rapper, antes de dar alguns spoilers de sábado. — Vai ser um show maduro. Já temos um ano de “Oproprio” (o seu álbum de estreia, pelo qual foi indicado ao Grammy Latino na categoria “Melhor interpretação urbana em língua portuguesa”). Vamos ter músicas diferentes no setlist. Vai ser lindo.
Aclamado mundo afora, lotando casas e festivais no Japão, nos EUA e na Europa, o pianista pernambucano Amaro Freitas, um dos principais nomes do jazz atualmente, celebra o destaque para a música instrumental no festival.
— Um artista, seja ele da música instrumental ou cantor, pode ocupar qualquer espaço. Aos poucos, com os anos, fomos criando conexão com o público — diz. — Isso representa um trabalho duro. É muito importante para a cena instrumental brasileira estar num mesmo festival que Liniker e Yago, por exemplo. É sobre não ter fronteiras para o tipo de música que faço. Que possamos ter mais artistas instrumentais ocupando espaços, como eu, Yamandu (Costa) e Hamilton (de Holanda), para que não sejamos só algumas andorinhas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/9/N/JiYOHrQIyhMWd6mDBZIg/whatsapp-image-2025-04-08-at-19.33.52-1-.jpeg)
No formato de trio, acompanhado pelos músicos Sidiel Vieira e Rodrigo “Digão” Bra, o pianista vai passear pela carreira — desde “Sangue negro” (2016) até “Y’Y’” (2024), eleito pela APCA o melhor disco brasileiro do ano passado. Sua “abordagem do teclado”, segundo a revista especializada Downbeat (para ele, “a bíblia do jazz”) é “tão única que é surpreendente”. Com melodias marcantes, o pianista é conhecido pelos “grooves mântricos”.
— As pessoas se conectam e se emocionam com o meu trabalho. A música que faço serve como portal, e eu sou um canal espiritual para algo que nem eu mesmo dou conta. A música aproxima universos e cria pontes. Ela permite que as pessoas chorem, se abracem e digam “te amo” — acredita.
- Vivo Rio: quinta-feira (10), às 20h; de R$ 90 a R$ 790, via Ticketmaster
- Circo Voador: sexta-feira (11), às 19h; R$ 100 (1ºlote, com 1kg de alimento), via Eventim
- Marina da Glória: sábado (12), às 17h; R$ 200 (3ºlote, com 1kg de alimento), via Ticketmaster
- Teatro Casa Grande: domingo (13), às 16h; de R$ 180 a R$ 200, via Eventim

