A Receita Federal fará o pagamento do primeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2026 nesta sexta-feira. Serão contemplados os contribuintes que estão nos critérios de prioridade legal, como idosos, professores e pessoas com deficiência. Nesta primeira rodada de pagamentos, cerca de R$ 16 bilhões serão pagos para cerca de 9 milhões de pessoas, segundo o órgão federal.
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Os valores cairão diretamente na conta informada pelo contribuinte na declaração. Caso o cidadão não resgate o valor no prazo de um ano, será preciso solicitá-lo pelo Centro de Atendimento Virtual ao Contribuinte (Portal e-CAC), disponível no site da Receita Federal.
Se você está entre os brasileiros que vão ver a conta bancária engordar hoje, já deve estar pensando em como gastar o dinheiro. Abaixo estão dicas de especialistas. Confira:
Quitar dívidas deve ser a prioridade
De acordo com o especialista em contabilidade Wellington Viegas, da Soma Contabilidade Integrada, a restituição do Imposto de Renda deve ser vista como uma oportunidade de reorganizar a vida financeira. Para ele, o erro mais comum é considerar o valor como um prêmio ou dinheiro sem compromisso.
— A primeira prioridade deve ser quitar dívidas, principalmente aquelas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial. Quem tem dívidas e usa a restituição apenas para consumo continua pagando juros elevados e perde a chance de melhorar sua situação financeira de forma mais sólida — diz.
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Caso o valor não seja suficiente, Viegas orienta os contribuintes a não agir por impulso. O ideal é usar o dinheiro de forma estratégica, priorizando as dívidas com juros mais altos.
— Em muitos casos, a restituição pode servir como entrada para uma renegociação, o que já ajuda a reduzir juros e parcelas. Também é fundamental reorganizar o orçamento para evitar que a dívida continue crescendo.
Guarde dinheiro e comece a investir
Para aqueles que não têm dívidas a quitar, os especialistas indicam a criação de um fundo de emergência e a aplicação do dinheiro. Os melhores investimentos dependem do objetivo e do prazo de cada pessoa.
— O ideal é montar ou reforçar a reserva de emergência, garantindo uma proteção financeira para imprevistos. Em seguida, vale direcionar parte do valor para algo que aumente a renda no futuro — afirma Simone Santolin, mentora de finanças.
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A especialista explica que, para os objetivos de curto prazo ou reserva de emergência, o mais indicado são aplicações seguras e com liquidez diária, como Tesouro Selic e CDBs que acompanham o CDI. Já para metas de médio prazo, como comprar um imóvel ou abrir um negócio, investimentos como Tesouro IPCA+, LCIs e LCAs podem ser boas alternativas.
Pensando a longo prazo e na construção de patrimônio, Santolin orienta os contribuintes a considerar investimentos voltados para crescimento, como ETFs, ações de boas empresas e fundos imobiliários. Segundo ela, o mais importante não é buscar o investimento “perfeito”, mas investir com constância, estratégia e visão de longo prazo.
Invista na sua carreira ou compre o que precisa
Quem já está com a vida financeira organizada pode usar a restituição de forma muito mais estratégica. A mentora de finanças afirma que a principal orientação é dividir o valor entre crescimento patrimonial, desenvolvimento pessoal e qualidade de vida.
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— Uma parte pode ir para investimentos que aumentem o patrimônio no longo prazo. Outra parte pode ser usada em algo que gere evolução profissional ou pessoal, como cursos, viagens com propósito, saúde ou experiências que tragam crescimento. E também faz sentido separar uma parcela para lazer ou realização de algum desejo, mas de maneira consciente, sem transformar o dinheiro em consumo impulsivo.
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