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Moradia de uma das maiores comunidades brasileiras da Europa, o Reino Unido tem como atrativos a força do mercado de trabalho, os altos salários e o sistema de saúde público universal. Em contrapartida, o custo de vida elevado, sobretudo em Londres, e o clima frio e chuvoso são os principais pontos de atenção para quem pensa em se mudar.
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Considerado um país relativamente seguro, com baixos índices de criminalidade violenta, o Reino Unido ocupa a 39ª posição no Global Peace Index 2026. Sua qualidade de vida está entre as mais altas do mundo, com IDH de 0,94, e o inglês, idioma oficial e do mercado, elimina a barreira linguística que pesa em outros destinos europeus. O clima é temperado, com invernos entre 3°C e 5°C e verões amenos.
Um dos maiores salários da Europa
No país, o salário mínimo nacional varia conforme a idade (National Minimum Wage e National Living Wage). Para maiores de 21 anos, o salário mínimo é de £ 2.200 (cerca de R$ 14.080) por mês — um dos mais altos da Europa.
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Já o salário médio mensal gira em torno de US$ 5.300, de acordo com dados ajustados da Paridade de Poder de Compra (PPC). Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.
Big Ben e Parlamento Britânico, dois cartões-postais do Reino Unido, às margens do Rio Tâmisa, em Londres
Reprodução / Squirrel_photos / Pixabay
A moradia no Reino Unido, porém, é o principal fator de pressão no orçamento, seguida por energia e transporte. No ano passado, o valor médio dos aluguéis subiu cerca de 4%, chegando a £ 1.400 (aproximadamente R$ 8.600) por mês, com Londres bem acima dessa média. Vale lembrar ainda de um custo específico do imigrante: a Immigration Health Surcharge (IHS), taxa anual de £ 1.035 (cerca de R$ 6.600) para adultos, paga no momento do visto para dar acesso ao sistema público de saúde, o NHS.
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No sistema de transporte, o passe mensal nacional médio gira em torno de £ 75 (R$ 500), mas em Londres esse valor pode saltar para até £ 200 (cerca de R$ 1.300), dependendo das zonas percorridas. Estudantes internacionais costumam ter descontos.
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Para um solteiro, a alimentação no país gira entre £ 180 e £ 300 (entra R$ 1.200 e R$ 2.000) mensais, podendo chegar a £ 400 com lazer, refletindo uma inflação acumulada de 30,7% nos alimentos entre 2022 e 2025.
Sistema de pontos para emigrar
Desde o Brexit, o Reino Unido adota um sistema de imigração por pontos, que unificou as regras para europeus e para o resto do mundo. A principal porta de entrada para o mercado de trabalho é o Skilled Worker Visa, destinado a profissionais qualificados com oferta de emprego de um empregador licenciado.
Para ser aprovado, o candidato precisa somar 70 pontos, o que exige a oferta de emprego, proficiência em inglês no nível B2 e salário mínimo de £ 41.700 anuais (mais de R$ 280 mil). Após cinco anos com esse visto, é possível solicitar a residência permanente, o Indefinite Leave to Remain (ILR), que abre caminho para a cidadania.
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Há caminhos específicos para outros perfis. Profissionais de saúde contam com o Health and Care Worker Visa, de taxas reduzidas e isenção de parte dos encargos, um dos incentivos do país para atrair essa mão de obra. Talentos com reconhecimento internacional em ciência, tecnologia, artes ou academia podem entrar pelo Global Talent Visa, sem necessidade de oferta de emprego prévia.
Já os estudantes usam o Student Visa, que permite trabalhar até 20 horas semanais e, ao fim do curso, migrar para o Graduate Visa, válido por dois anos e porta de entrada para o visto de trabalho qualificado.
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Apuração de Leonardo Marchetti. Colaborou Letícia Rafaela e a estagiária Letícia Guimarães.

