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‘Representante dessa elite brasileira que se acha esperta’

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agosto 26, 2025
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Leandra Leal e Maria Fortuna — Foto: Guito Moreto

Representante da elite econômica brasileira que se acha esperta, mas foi muito mal preparada para a vida. Assim Leandra Leal define Regina, personagem regada a conflitos éticos, que encarna no filme “Os enforcados”, de Fernando Coimbra, em cartaz nos cinemas. Em entrevista à jornalista Maria Fortuna no videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, no ar no Youtube do GLOBO e no spotify, a atriz passa a limpo o thriller, ambientado no universo do jogo do bicho e das escolas de samba, que marca a volta da parceria da atriz com o diretor.

Os dois já tinha rodado o elogiado longa “O lobo atrás da porta” (2013). Longe dos estereótipos que associa a criminalidade à periferia, o filme, como explica Leandra, mete a câmera dentro da casa dos bacanas que lucram com a violência para contar a história.

O que o espectador vai ver quando for ao cinema?

Um filme intenso, que, na verdade, fala sobre um casamento. Sobre a relação do Valério (Irandhir Santos) com a Regina, a minha personagem. É um casal que tem envolvimento com o jogo do bicho. Mas o filme passa dentro de um condomínio de elite, não é numa comunidade falando sobre violência e tal… Ele coloca a câmera dentro da casa de quem lucra com a violência. É um thriller, tem algo de terror e é tragicômico. Acompanha esse casal num plano infalível de cometer um crime perfeito. E aí, esse crime perfeito não existe.

E eles vão se embananando cada vez mais…

O filme tem muita reviravolta. Os personagens são apresentadas de forma muito sem julgamento. São capazes de fazer coisas absurdas.

Leandra Leal e Maria Fortuna — Foto: Guito Moreto

E tem um final surpreendente. A Regina, sua personagem, é banhada em conflitos éticos. Pode falar sobre essas camadas que forjam Regina e como é uma personagem que dialoga com muita gente real que a gente vê por aí? O que que serviu de inspiração?

“Macbeth”, Shakespeare, é a inspiração primeira. O filme tem essa espinha dorsal. Era a intenção do Fernando fazer um filme, mas do ponto de vista da Lady Macbeth. Eu tinha visto em uma entrevista da Natalie Portman, falando que fazia muita pesquisa nas redes sociais que tinham, a ver com a personagem que ela estava vivendo. Isso foi uma coisa que fiz bastante pra fazer esse filme. Óbvio que nas redes sociais as pessoas não se mostram como são de verdade. Mas foi interessante ficar olhando… Não influenciadoras famosas, mas pessoas que têm sua conta aberta e dividem um pouco do seu dia a dia e que querem ter esse lugar influência. Regina é uma representante dessa elite brasileira que se acha muito esperta, mas que, na verdade, foi muito mal preparada pra vida. Foi preparada pra fazer um casamento.

Para ela, ser feliz sozinha é impensável.

Impensável, assim, né. Parte do movimento de desconstrução que acontece com ela durante o filme vem disso, né? Quando ela vê que o casamento dela tá falindo, entra em parafuso. Para ela, os justificam os meios. Então, é capaz de fazer coisas muito absurdas, surreais e condenáveis pela sua sobrevivência.

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