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setembro 25, 2026
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Representantes de Lula e Trump têm primeira reunião na OMC para discutir tarifaço

Por · setembro 25, 2026
Governo Lula aciona OMC contra tarifaço de Trump


Representantes dos governos Lula e Donald Trump fizeram nesta sexta-feira a primeira reunião, em Genebra, na Suíça, para discutir as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
Como já era esperado pelas autoridades, ainda não houve avanço nas negociações do tarifaço. De acordo com o procedimento previsto no Entendimento sobre Solução de Controvérsias (ESC), decorridos 60 dias sem solução mutuamente satisfatória, o reclamante poderá solicitar o estabelecimento de um painel.
O encontro integra a contestação apresentada pelo Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC). As consultas foram solicitadas pelo Brasil em 27 de julho e aceitas pelos americanos em 6 de agosto.
Essa foi a primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias da organização, que abre espaço para um entendimento entre os países antes de uma eventual análise por um painel de especialistas.
A avaliação de quem acompanha as negociações é que essa rodada permitirá discutir os argumentos dos dois lados, mas dificilmente produzirá decisões capazes de resolver o impasse neste momento.
O interesse é manter o canal de diálogo aberto, mesmo diante das divergências sobre as cobranças.
A China não participou do encontro, que ficou restrito a representantes do Brasil e dos Estados Unidos. O governo americano rejeitou o pedido da China para acompanhar as conversas, alegando que a disputa não envolve práticas chinesas nem tarifas sobre produtos originários daquele país.
Do lado brasileiro, participaram do encontro os embaixadores Philip Fox-Drummond Gougha e Mauricio Carvalho Lyrio.
Depois de um ano de negociações com os Estados Unidos, o governo americano aplicou, em julho, uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio por supostas práticas comerciais desleais. Em seguida, impôs uma taxa adicional de 12,5%, que também foi aplicada a outros países.
O Palácio Itamaraty classificou as medidas como unilaterais, discriminatórias e violadoras das regras da OMC e acionou formalmente o organismo internacional em busca de reparação. As importações brasileiras dos Estados Unidos superam as exportações, ou seja, o saldo da balança comercial é superavitário, motivo pelo qual o tarifaço foi considerado também descabido pelo Brasil.

Representantes de Lula e Trump têm primeira reunião na OMC para discutir tarifaço