O maior evento mundial do Massachusetts Institute of Technology (MIT) com foco em inovação e empreendedorismo em energia e sustentabilidade vai acontecer no Rio de Janeiro, na Axia Marina da Glória. O Energy Summit Global reunirá, de 23 a 25 de junho, especialistas mundiais em torno de uma pergunta: quais os caminhos mais promissores para o futuro da energia?
O mundo passa por um cenário geopolítico conturbado, marcado, entre outras coisas, por pelo menos duas grandes guerras em curso — na Ucrânia e na Ásia Ocidental — e com uma necessidade urgente de avançar na transição da poluente energia fóssil para fontes que não tenham tanto impacto sobre o meio ambiente. Como um país que tem várias fontes renováveis, além do pré-sal e de reservas de petróleo ainda em avaliação na Margem Equatorial, o Brasil é uma peça importante nesse tabuleiro, o que torna especial seu papel de anfitrião da conferência.
No ano passado, o evento reuniu cerca de 12 mil participantes, com mais de 300 palestrantes do mundo inteiro, estandes, salas de experiência, áreas VIP de negócios, salas de reuniões. CEO do Energy Summit (ES), Hudson Mendonça inspira-se no World Economic Forum, encontro anual que acontece na cidade suíça de Davos:
— Quero que o Energy Summit aponte caminhos para a energia, assim como Davos faz para a economia. Essa é a razão de existir do evento. Várias iniciativas semelhantes nascem como feira de negócios ou congressos, mas o ES nasce de uma estratégia de desenvolvimento, baseado no MIT Reap (programa de aceleração do empreendedorismo regional, na sigla em inglês). Eles estudam como surgem os ecossistemas de inovação, como o Vale do Silício. Eu, que fiz meu doutorado no MIT, em 2019, tive a ideia de trazer esse debate para o Brasil. Nossa ambição é ser um Vale do Silício da energia e da sustentabilidade — disse Hudson Mendonça.
O MIT Reap destaca a importância da ação coletiva entre cinco stakeholders principais: empreendedores, investidores, universidades, corporações e governo. Eles são os protagonistas do debate mundial sobre o tema, que abrange dez megatendências: dos datacenters — que, quando bem operados, ajudam a equilibrar a rede elétrica — aos combustíveis não fósseis, com destaque para biogás e biometano, passando pelo setor de transportes. São discussões e ações que podem ajudar a humanidade a enfrentar o desafio do aquecimento global.
O Energy Summit 2026 é guiado por cinco pilares que estão moldando o futuro do setor energético, chamados de 5Ds: descarbonização, digitalização, descentralização, democratização e diversificação. Especialistas mundiais no tema estão no time de palestrantes.
Hudson Mendonça elenca Devrim Celal, autoridade em flexibilidade, que aqui no Brasil ganha o nome de usinas virtuais de energia. Na área de óleo e gás, o grande nome será Myfanwy Price Wolf, diretora de Comercialização do Climate Investment. Doron Aurbach, um dos maiores nomes do mundo em baterias, também é uma figura exponencial, assim como Alexander Burg, ex-engenheiro da Nasa, fundador do The Mars Fund, que vai falar, inclusive, sobre mineração em Marte.
Mendonça está com uma expectativa alta sobre o evento, e destaca sua curiosidade sobre o painel da China, país que mais importa petróleo no mundo e, ao mesmo tempo, é o maior investidor global em energia solar e eólica.
“Quero que o Energy Summit aponte caminhos para a energia, assim como Davos (Fórum Econômico Mundial) faz para a economia. Essa é a razão de existir do evento. O ES nasce de uma estratégia de desenvolvimento”
— Hudson Mendonça, CEO do Energy Summit Global
A noite anterior ao primeiro dia do Energy Summit Global será de festa. Integrado ao evento, o Energy Summit Awards vai celebrar os líderes do setor energético que estão redefinindo o futuro da energia com inovação, grande impacto e escala. O CEO do evento, Hudson Mendonça, compara a celebração à cerimônia do Oscar:
— Eu faço essa comparação porque temos 11 categorias, cada uma delas com um parceiro, para ter isonomia. A parte da indústria, por exemplo, tem a Confederação Nacional da Indústria (CNI) como parceira. Agentes externos dessas instituições indicam seis finalistas, cada uma com um processo diferente, avaliações com critérios diferentes. Eles já sabem que são os finalistas, mas só no dia da festa é que saberão quem ganhou o prêmio em cada categoria — disse Hudson.
O jantar de gala, que Hudson Mendonça avalia como “um evento de networking”, será na casa de espetáculos Roxy Dinner Show, em Copacabana. Os vencedores serão escolhidos por um comitê do Energy Summit Global.
Números do Energy Summit 2025
- 12 mil participantes
- 3.300 empresas
- 180 CEOs
- 300 palestras
- 270 horas de conteúdos
“Fiz meu doutorado no MIT Reap em 2019 e tive a ideia de trazer esse debate para o Brasil. Nossa ambição é ser um Vale do Silício da energia e da sustentabilidade. Minha expectativa é alta, traremos grandes nomes internacionais”
— Hudson Mendonça, CEO do Energy Summit Global

