Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 472 drones e sete mísseis, sendo que 385 dos drones foram neutralizados. Um porta-voz da Força Aérea disse à AFP que este foi o maior ataque com drones realizado por Moscou desde a invasão à Ucrânia em fevereiro de 2022.
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Em meio aos ataques, o comandante das forças terrestres ucranianas, Mykhailo Drapaty, anunciou neste domingo sua renúncia, afirmando sentir “responsabilidade” pela morte de pelo menos 12 soldados em um ataque russo a um campo de treinamento.
“Esta é uma decisão deliberada, ditada por meu senso pessoal de responsabilidade pela tragédia”, declarou Drapaty em sua carta de demissão, divulgada após o ataque fatal ao campo de treinamento neste domingo. O incidente foi o mais recente de uma série de ataques semelhantes ocorridos nos últimos meses.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que uma delegação ucraniana, liderada pelo ministro da Defesa Rustem Umerov, estará em Istambul nesta segunda-feira para iniciar as negociações previstas com a Rússia.
“Também defini nossas posições para a reunião de segunda-feira em Istambul”, escreveu o mandatário nas redes sociais. As prioridades da Ucrânia são obter “um cessar-fogo completo e incondicional”, além do “retorno dos prisioneiros” e das crianças ucranianas que Kiev acusa Moscou de ter sequestrado, acrescentou.
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Na última quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou que o país terminou de redigir o memorando de paz com os seus termos para encerrar o conflito na Ucrânia e propôs uma nova rodada de negociações diretas em Istambul.
— Nossa delegação, liderada por Vladimir Medinsky, está pronta para apresentar esse memorando à delegação ucraniana e fornecer as explicações necessárias durante uma segunda rodada de conversas diretas em Istambul na segunda-feira, 2 de junho — disse Lavrov, sem fornecer detalhes sobre os termos do país.
Segundo agências de notícias estatais russas, a delegação russa já estava à caminho de Istambul neste domingo.
Os esforços diplomáticos para acabar com o conflito se aceleraram nas últimas semanas em meio à pressão dos Estados Unidos. Em 16 de maio, os dois lados se reuniram em Istambul para suas primeiras conversas face a face em mais de três anos de guerra.
O encontro ocorreu após o presidente russo, Vladimir Putin, sinalizar que que estaria disposto a negociar com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky. Putin, no entanto, não viajou para a Turquia — ao contrário de Zelensky, que aproveitou o momento para se encontrar com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
A reunião foi pouco produtiva, com os países concordando apenas em uma troca significativa de prisioneiros. Volodymyr Zelensky acusou Moscou na sexta-feira de sabotar as negociações ao se recusar a receber previamente seu “memorando”, que detalha as condições para um acordo de paz.

