Ataques de drones ucranianos atingiram, na madrugada deste domingo (2), uma base aérea russa em Engels, uma refinaria de óleo em Saratov e um armazém da gigante varejista russa Wildberries em Novosemeykino. As informações são do jornal The Kyiv Independent.
À AFP, o governador da região onde Saratov está situada confirmou que a operação ucraniana deixou, pelo menos, dois mortos.
Já o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que seus sistemas de defesa área interceptaram 635 drones ucranianos durante esta noite.
“Durante a última madrugada, os agentes ativos de defesa aérea interceptaram e destruíram 635 veículos aéreos não tripulados de asa fixa”, comunicou o órgão através do Telegram. Os equipamentos ucranianos teriam sido encontrados em mais de uma dúzia de regiões russas.
A ofensiva aconteceu 24 horas após a Rússia ter atacado Kiev com mísseis balísticos, deixando pelo menos nove mortos e mais de 30 feridos, segundo números atualizados do The Kyiv Independent.
Kiev e Moscou intensificaram seus ataques de longo alcance depois que os esforços diplomáticos liderados por Washington para pôr fim à guerra entraram em um impasse.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, reuniu-se no início desta semana com o presidente dos EUA, Donald Trump, e afirmou que o americano havia concordado em autorizar a produção de mísseis Patriot na Ucrânia.
No entanto, Trump desmentiu Zelensky na sexta (31). Ao jornal Financial Times, ele disse que estava “analisando o pedido”. No mesmo dia, em uma reunião de gabinete na Casa Branca, o presidente admitiu que os líderes estão discutindo o assunto, mas não chegaram a um acordo ainda.
“É algo difícil de entregar, este tipo de tecnologia. Estas armas são incríveis. Você tem que ser muito cuidadoso a respeito de deixar alguém construí-las. Eu não acredito que isso jamais aconteceria, mas, você sabe, essas pessoas para quem você dá esta tecnologia, elas podem se virar contra você um dia”, teria comentado na reunião, segundo a BBC.
Considerado um dos melhores sistemas de defesa aérea do mundo, o míssil Patiot é cobiçado pela Ucrânia há tempos e serviria para defender suas cidades de outros ataques por drones ou mísseis balísticos, como os dos últimos dias.
Do lado russo, além dos ataques por drones, o país teve que enfrentar uma explosão em um café na praça Kudrinskaya, em Moscou, neste sábado (1º). Três pessoas morreram, inclusive a suspeita de levar a bomba, e outras 21 ficaram feridas, segundo informou o Comitê Nacional Antiterrorismo da Rüssia à agência estatal RIA Novosti.
Segundo as autoridades, uma mulher tentou entrar no local com um suposto artefato explosivo improvisado, mas foi impedida por um segurança. O dispositivo explodiu, matando a suspeita, o segurança e um cliente. A motivação e as circunstâncias da explosão ainda não foram esclarecidas. Kiev, até o momento, não reinvindicou a autoria da explosão.

