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Delaroli é militar da reserva da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e ex-coordenador geral de projetos da Prefeitura de Itaboraí. Ele assumiu o cargo de deputado estadual como o sexto mais votado do Rio, com mais de 114 mil votos.
O parlamentar é natural de São Gonçalo, mas foi criado em Maricá, ambos municípios da Região Metropolitana do Rio. O deputado é irmão do atual prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli. A política está na família também através do pai, José Delaroli, ex-vereador por quatro mandatos em Maricá, que constituiu família ao lado da professora Yeda Jandre Delaroli. Hoje, Guilherme é casado e tem dois filhos. As informações constam em seu perfil no site da Alerj.
Guilherme completou 50 anos na última segunda-feira, data celebrada em seu gabinete. Na data, o irmão, Marcelo vez uma homenagem nas redes sociais.
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O deputado é membro de comissões na Alerj, sendo efetivo no quatro de seis delas, das quais: Segurança Pública e Assuntos de Polícia; Obras Públicas; Constituição e Justiça; Minas e Energia; Normas Internas e Proposições Externas Públicas; e Redação. Ele foi eleito como 1º vice-presidente da Casa este ano.
Recentemente, foi um dos deputados que votou pela “Gratificação faroeste”, bonificação financeira para policiais civis que matassem criminosos ou apreendessem armas de grande calibre. O pagamento poderia variar de 10% a 150% do salário do agente. O governador do Rio, Cláudio Castro, vetou a medida.
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A sessão na Alerj começou com atraso, por volta das 15h15, mas sem qualquer manifestação pública de apoio a Rodrigo Bacellar, preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira. Coube ao presidente em exercício, Guilherme Delaroli, abrir os trabalhos: ele leu a pauta e iniciou a votação imediatamente, sem fazer discursos ou citar o colega preso. A postura foi seguida pelos demais parlamentares, que evitaram tocar no assunto.
Apesar da tensão evidente, o clima no plenário era marcado por sussurros e conversas ao pé do ouvido. A sessão começou com quórum alto e a maior parte dos deputados presente. Entre os que acompanharam a sessão estava o presidente da Procuradoria-Geral do Estado, Renan Saad, cumprimentado por diversos parlamentares ao chegar ao plenário.
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Enquanto isso, Guilherme Delaroli, que assume interinamente a presidência da Casa, busca informações oficiais. Ele deve se reunir ainda hoje com a Procuradoria da Alerj para entender os trâmites formais da decisão judicial, o impacto sobre o funcionamento do Legislativo e quais serão os próximos passos após a operação da Polícia Federal.

