Conhecido mundialmente como o “príncipe adormecido”, Al-Waleed bin Khaled bin Talal Al Saud morreu aos 36 anos após passar duas décadas em coma, consequência de um grave acidente de carro sofrido aos 16 anos, em Londres.
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Durante os 20 anos em coma, Al-Waleed permaneceu internado na Cidade Médica Rei Abdulaziz, em Riad, onde era mantido com suporte de aparelhos e alimentação por sonda. A família sempre se recusou a desligar os equipamentos, acreditando em sua possível recuperação. Pequenos movimentos foram registrados em 2019. Essa foi a última vez em que houve sinais de reação, com registros de pequenos movimentos dos dedos e da cabeça. No entanto, os sinais não evoluíram.
A morte foi anunciada no último sábado (19) por seu pai, Khalid bin Talal, em uma publicação nas redes sociais. “Com corações que acreditam na vontade e no destino de Deus, e com grande tristeza e pesar, lamentamos a perda do nosso querido filho”, escreveu.
Al-Walleed passou os últimos anos da sua vida internado na Cidade Médica Rei Abdulaziz, em Riad, capital da Arábia Saudita.
O Conselho Global de Imames (GIC), organização composta por líderes islâmicos de diversas vertentes, também se manifestou:
“De fato, pertencemos a Allah, e de fato a Ele retornaremos. […] O GIC expressa sinceras condolências e profunda solidariedade ao Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, Rei Salman bin Abdulaziz, a Sua Alteza Real o Príncipe Herdeiro Mohammed bin Salman e à estimada Família Real pelo falecimento de Sua Alteza Real o príncipe Al-Waleed bin Khaled bin Talal Al Saud”.