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setembro 23, 2026
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Sandy não mostra o rosto do filho nas redes: por que outros pais fazem o mesmo?

Por · setembro 22, 2026
Sandy não mostra o rosto do filho nas redes: por que outros pais fazem o mesmo?


Sandy revelou que enfrentou críticas e pressão ao decidir preservar a imagem do filho, Theo, fruto de seu relacionamento com Lucas Lima. Durante participação no “Saia Justa”, a cantora contou que manter o rosto do menino longe das redes sociais chegou a fazê-la questionar se a escolha poderia ter impactos sobre sua própria carreira.
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A decisão, segundo ela, sempre foi compartilhada com Lucas. Sandy, que cresceu sob os holofotes, explicou que queria oferecer ao filho uma experiência diferente da que teve e deixar que, no futuro, ele próprio escolha se deseja ter redes sociais, seguir uma carreira artística ou manter uma vida longe da exposição pública.
“Foi desafiador sustentar porque a gente começa a ser bombardeado! É muito hate, muita crítica e muita pressão”, afirmou durante o programa. Apesar das cobranças, a cantora manteve a decisão e disse considerar que a escolha valeu a pena.
O relato de Sandy toca em uma questão que ganhou novas dimensões com a popularização das redes sociais: até que ponto a vida pessoal de quem trabalha com a própria imagem precisa ser compartilhada? Quando familiares também despertam interesse do público, estabelecer limites pode se tornar ainda mais complexo.
Para Jhoanne Hansen, psicóloga, pesquisadora científica e cofundadora da Desvirtua, iniciativa voltada à saúde mental no ambiente digital, a exposição contínua pode dificultar a separação entre o que pertence ao trabalho e o que faz parte da vida privada.
“Quando a necessidade de responder, acompanhar e produzir continua mesmo fora do horário de trabalho, a pessoa pode permanecer psicologicamente conectada às redes durante praticamente todo o dia. Para quem trabalha com a própria imagem, essa fronteira entre vida profissional e pessoal pode ficar ainda mais difícil de estabelecer”, explica.
No caso de pais famosos e influenciadores, existe ainda outra questão: os filhos podem acabar inseridos na narrativa pública dos adultos, mesmo sem terem escolhido participar dela. Fotos, vídeos e relatos sobre a rotina familiar passam a fazer parte de um ambiente que, para a criança, pode ter consequências que só serão compreendidas mais adiante.
Para Juliana Nasasi, bióloga, arteterapeuta e integrante da Desvirtua, estabelecer limites para o uso das redes também pode ajudar a preservar momentos da convivência familiar que não precisam ser transformados em publicação.
“Quando escolhemos conscientemente onde colocamos nossa atenção, estamos também dizendo o que consideramos importante. Nem todo momento precisa ser entregue automaticamente à tela. Criar espaços de presença permite que algumas experiências sejam simplesmente vividas, sem a necessidade de transformá-las imediatamente em conteúdo”, afirma.
A escolha de Sandy chama atenção também por contrariar uma expectativa comum em torno da vida de celebridades. Gravidez, nascimento, aniversários e outros acontecimentos familiares costumam despertar curiosidade e gerar engajamento. Nesse cenário, dizer não à exposição pode significar enfrentar a reação de um público acostumado a acompanhar cada vez mais de perto a intimidade de pessoas conhecidas.
Para Jhoanne, uma relação mais saudável com o ambiente digital passa pela possibilidade de decidir “quando entrar, quando sair e o que consumir”. A mesma lógica pode ser aplicada ao que é compartilhado. Estar nas redes não significa necessariamente tornar pública cada dimensão da vida.

Sandy não mostra o rosto do filho nas redes: por que outros pais fazem o mesmo?