Virginia Fonseca voltou a falar sobre as crises de enxaqueca e contou que os sintomas reapareceram depois de um atraso no acompanhamento médico. A influenciadora disse que deveria ter retornado à consulta no início de setembro, mas acabou adiando a avaliação. Durante uma tentativa de fazer musculação, a dor ficou tão intensa que ela chegou a pensar que poderia estar diante de algo grave.
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“Hoje, me deu crise de enxaqueca que tinha tempo que não tinha. Mas é porque o meu tratamento está atrasado. Era para eu ter voltado lá na doutora no início de setembro. Vocês voltaram? Eu não voltei também, não”, relatou.
Virginia Fonseca revela forte crise de enxaqueca e conta por que tratamento atrasou
Reprodução Instagram
Segundo o neurologista Tiago de Paula, especialista em cefaleia, interrupções ou espaçamentos no acompanhamento podem favorecer o retorno ou o aumento das crises em pessoas com enxaqueca crônica. Ele ressalta, porém, que a condição exige acompanhamento individualizado e continuidade do plano definido pelo médico.
“A enxaqueca é uma doença crônica, genética, que precisa de um cronograma de tratamentos para que o paciente tenha realmente de volta sua qualidade de vida”, afirma.
O que acontece durante uma crise
A enxaqueca não se resume à dor de cabeça. Durante uma crise, é comum haver dor pulsátil, além de maior sensibilidade à luz e aos sons. Náuseas, tontura e alterações no sono, na atenção e na memória também podem aparecer.
A frequência e a intensidade dos episódios variam de pessoa para pessoa. Em quadros crônicos, a recorrência das crises pode interferir no trabalho, nos exercícios físicos, nos relacionamentos e em atividades simples da rotina.
A doença tem componente genético, mas fatores ambientais e comportamentais também podem influenciar sua evolução. Entre eles estão estresse, privação de sono e exposição excessiva a estímulos.
Questões hormonais ajudam a explicar por que a condição é mais frequente entre mulheres. O estrogênio, por exemplo, pode interferir na sensibilidade e na ocorrência dos sintomas.
O que pode piorar as crises
Não existe um único gatilho responsável pelas crises. O que provoca ou intensifica os sintomas também pode variar bastante entre os pacientes.
Estresse constante, noites maldormidas e uma rotina muito intensa estão entre os fatores que podem contribuir para o aumento da frequência dos episódios. A alimentação também pode ter influência em algumas pessoas, embora não exista uma lista universal de alimentos que deva ser retirada da dieta de quem tem enxaqueca.
Cafeína, chocolate e bebidas energéticas, por exemplo, podem funcionar como gatilhos para determinados pacientes. O mais importante é observar a relação entre o consumo e o aparecimento das crises, de preferência com orientação profissional, em vez de eliminar grupos de alimentos indiscriminadamente.
Por que o acompanhamento é importante
O tratamento da enxaqueca crônica não se resume a controlar a dor quando ela aparece. A estratégia pode envolver medicamentos preventivos, mudanças de hábitos e outras abordagens definidas de acordo com as características de cada paciente.
Entre os tratamentos utilizados estão medicamentos preventivos e terapias voltadas à redução da frequência e da intensidade das crises. A escolha depende do histórico, dos sintomas, da frequência dos episódios e da resposta de cada pessoa às intervenções.
Por isso, interromper ou alterar um tratamento por conta própria pode comprometer o controle da doença. Quando as crises mudam de padrão, ficam mais frequentes ou mais intensas, a recomendação é procurar o médico responsável pela avaliação.
Virginia Fonseca volta a ter crise de enxaqueca: por que as dores podem piorar?
