Em uma tentativa de ganhar impulso em São Paulo na reta final do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) fez uma live nesta quarta-feira ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Durante a transmissão, Tarcísio afirmou que a campanha do candidato à Presidência “está pegando fermento”, comparou os atos recentes de Flávio no Nordeste às mobilizações do ex-presidente Jair Bolsonaro e apostou em um “antipetismo” que, segundo ele, ainda não estaria sendo captado pelas pesquisas.
— Eu tenho que agradecer Jair Messias Bolsonaro. Nada estaria acontecendo se não fosse ele. Estamos superanimados, estamos vendo sua campanha pegando fermento. Os eventos do Nordeste desses últimos dias foram sensacionais, coisa que a gente via com seu pai — afirmou Tarcísio.
A aparição ao lado de Flávio ocorre no mesmo dia em que Tarcísio grava uma participação para o horário eleitoral do candidato do PL. Como mostrou O GLOBO, a entrada do governador faz parte da estratégia da campanha de reforçar seus principais padrinhos políticos nos últimos dias antes da votação e aumentar a mobilização em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Durante a live, Tarcísio demonstrou confiança no desempenho de Flávio e afirmou acreditar que existe um movimento de rejeição ao PT que só deverá aparecer integralmente nas urnas.
— Tenho certeza que dá para ter uma vitória muito bonita. Tem um fenômeno que as pesquisas ainda não estão captando, que é o antipetismo que vai aparecer no dia da eleição. Vamos ser pragmáticos, está na hora de mudar o Brasil — disse.
Além de elogiar a campanha de Flávio, Tarcísio se somou ao candidato e a Nunes nas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A transmissão foi marcada por ataques a promessas feitas pelo petista nesta reta final da disputa, com questionamentos sobretudo nas áreas de saúde e segurança pública.
Nunes criticou medidas anunciadas pelo presidente e citou a promessa relacionada à caneta emagrecedora, acusando o governo de apresentar propostas que não conseguiria cumprir.
— Agora o Lula está prometendo até a tal da caneta lá. As pessoas precisam saber que o governo federal tem massacrado os estados e municípios, prometendo coisas que não vai cumprir, só por conta do período eleitoral — afirmou Nunes.
Na sequência, Flávio questionou promessas de Lula na área da saúde e afirmou que há falta de medicamentos na rede pública.
— Como que ele está prometendo remédio que custa R$ 3 mil por mês, se está faltando remédio, aspirina? — disse o candidato do PL.
Flávio também voltou as críticas para a segurança pública. O candidato afirmou que Lula repete há diferentes campanhas eleitorais a promessa de combater organizações criminosas e citou eleições anteriores disputadas pelo petista.
— Ele prometeu em 2002 que iria combater as facções criminosas. De novo em 2006, em 2010 com a Dilma… Está há 20 anos prometendo a mesma coisa — afirmou.
A participação de Tarcísio ocorre após uma reta de campanha em que Flávio concentrou parte de sua agenda fora de São Paulo, incluindo uma sequência de compromissos no Nordeste. Agora, nos últimos dias antes do primeiro turno, a campanha volta a recorrer ao governador paulista como um de seus principais cabos eleitorais para tentar ampliar a mobilização no estado.
Flávio faz live com Tarcísio e busca impulso em São Paulo na reta final diante do acirramento da disputa com Lula
