Entre as incógnitas que acompanham a nomeação de Leão XIV como sumo pontífice, cuja designação foi oficializada nesta quinta-feira pelo cardeal Dominique Mamberti no Vaticano, está também a escolha que o novo líder da Igreja Católica fará em relação à sua residência.
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Muitos se perguntam se o missionário norte-americano de 69 anos fará um retorno à solene austeridade do Palácio Apostólico ou, ao contrário, em sintonia com o falecido Francisco, optará por uma residência mais simples e acolhedora, como é a Casa Santa Marta.
Ainda que pareça uma escolha de pouca importância, de certa forma ela oferece aos fiéis uma ideia da imagem que o novo Papa desejará transmitir ao mundo. A decisão que Prevost tomará dependerá, contudo, de várias variáveis: desde questões logísticas até aspectos de oportunidade e organização.
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A Domus Sanctae Marthae – Casa Santa Marta ou Residência Santa Marta, em português – é o complexo hoteleiro que acolhe não apenas os cardeais em suas viagens a Roma, mas também – e principalmente – durante o conclave. A estrutura, com seu formato clássico em H, encontra-se a poucos passos da Basílica de São Pedro e tem vista para a Praça Santa Marta.
Construída por João Paulo II entre 1992 e 1996, no local onde se erguia o “Pontificium Hospitium Sanctae Marthae” (Hospital Pontifício de Santa Marta) de 1891, o hotel é composto por 105 suítes, 26 quartos individuais e um apartamento de representação, distribuídos em cinco andares.
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Cada quarto possui dormitório, escritório privado, sala de estar e banheiro – tudo o que pode ser funcional para um cardeal. Durante o conclave, é o local de convivência e encontro dos cardeais, onde dezenas de freiras e auxiliares prestam serviço. Em 2013, logo após sua eleição, Jorge Bergoglio escolheu Santa Marta como sua residência – uma mudança inédita.
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“Estou acostumado a viver em comunidade, preciso estar com os outros”, foram sempre as palavras de Francisco que, com sua decisão, marcou o primeiro passo de seu pontificado.
No lado oposto da Praça de São Pedro destaca-se pela sua magnificência o Palácio Apostólico, edifício onde todos os domingos o papa aparece para o tradicional Angelus, oração católica que comemora a Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria.
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É a única residência papal desde a Tomada de Roma em 1870, ano antes do qual existiam diversos palácios papais, desde o Quirinal até o Latrão.
O palácio, localizado à esquerda de quem olha para a Basílica de São Pedro, é bastante complexo e inclui também os Museus Vaticanos, a Biblioteca, diversas capelas e cerca de mil salas que abrigam muitos escritórios, inclusive alguns não diretamente ligados ao papa.
Francisco costumava utilizar o edifício apenas para atividades formais, como cúpulas ou encontros com chefes de Estado, tradicionalmente realizados no segundo andar – a mesma sala onde Bento XVI anunciou sua renúncia.

