Moradora de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, desde que nasceu, há 46 anos, Andressa Alves se prepara para fazer sua primeira viagem internacional. O destino é a cidade de Pamplona, na Espanha, onde acontece, em setembro, o campeonato mundial de caratê. Depois de se consagrar vice-campeã brasileira de 2024 em um torneio disputado em Brasília (DF), ela agora terá o maior desafio de sua vida no esporte.
— Estou completamente focada. Mudou tudo, incluindo a dieta e a rotina de treinos. Já viajei para muitos lugares do Brasil para participar de torneios, mas essa vai ser a minha primeira experiência internacional — diz.
Andressa começou a praticar o esporte a convite de seu pai, José Norberto Pereira, que chegou a ser campeão brasileiro. Assistiu às competições e ficou impressionada com a técnica, a disposição e, principalmente, a cordialidade dos lutadores após uma disputa. Acabou iniciando-se no caratê e inspirando sua filha Luiza, que começou na modalidade aos cinco anos e, hoje, aos 11, também participa de torneios importantes. As três gerações da família seguem treinando juntas no Centro Esportivo Curuçá, na Zona Leste.”
— Eu comecei no esporte acompanhando meu pai. Minha filha ficou interessada quando viu minha coleção de medalhas e decidiu que também queria conquistar vitórias. Foi ela quem insistiu que eu participasse da seletiva para o mundial. Contamos com o suporte do CE Curuçá para alcançar nosso melhor desempenho.
A atleta só chegou ao ponto de disputar um torneio de tamanha relevância porque contou com o suporte do centro, mantido pela Prefeitura de São Paulo, que vem investindo no fortalecimento da infraestrutura de acesso ao esporte para a população em geral.
— São Paulo tem muito potencial para talentos esportivos em todas as modalidades, e a infraestrutura é um dos pilares para que eles possam desenvolver com qualidade suas habilidades. Nos centros estruturados, temos condições de fornecer acompanhamento técnico. São importantes portas de entrada para o desenvolvimento de atletas de alto rendimento — relata Rogério Lins, secretário municipal de Esportes da capital paulista.
Andressa Alves é beneficiada pelo investimento da prefeitura de São Paulo nos centros esportivos da capital, especialmente aqueles com maior demanda por infraestrutura. O secretário explica que, além de formar atletas de ponta, os espaços colaboram para fortalecer as comunidades.
— Nosso principal objetivo com a reestruturação dos centros esportivos é ampliar o acesso da população ao esporte de qualidade, com mais infraestrutura, mais equipamentos e uma oferta diversificada de modalidades. Nós queremos que esses espaços sejam de fato centros de convivência e de formação, não só para o alto rendimento, mas também para a prática esportiva cotidiana, o lazer, a saúde, a cidadania, e, principalmente, a inclusão. Buscamos transformar cada unidade em um polo ativo da comunidade, capaz de dialogar com as necessidades locais e ainda fortalecer os vínculos sociais através do esporte.
Desde 2021, a prefeitura realiza um processo de reestruturação da rede municipal de Centros Esportivos, ampliamos o acesso gratuito da população à prática esportiva com infraestrutura de alto padrão. Dos 46 centros existentes, 28 já foram modernizados. Investimento total: mais de R$ 315 milhões. As reformas abrangem todas as regiões da cidade e vão além da manutenção básica, com foco em acessibilidade, segurança e qualidade dos equipamentos.
O Centro Esportivo Ipiranga – Balneário Carlos Joel Nelli, na Zona Sul, passou por uma ampla revitalização, com investimento de R$ 12,7 milhões. O espaço ganhou cobertura na quadra e na piscina climatizada, além de uma nova estrutura vertical com dois andares, que abriga salas para atividades recreativas e culturais. A reforma incluiu ainda a requalificação da piscina, casa de máquinas, sala de ginástica, banheiros, vestiários e administração, além da instalação de um novo playground. O equipamento, que atende gratuitamente mais de 8 mil pessoas por mês, oferece aulas de alongamento, dança, vôlei, karatê, futsal, ginástica, pilates, natação e hidroginástica.
Entre os principais destaques ao longo dessa jornada, se encontram o CE Santo Amaro, que foi reformado e passou a contar com piscinas climatizadas, campos com grama sintética, pista de skate, salas de lutas e ginástica e vigilância com câmeras inteligentes. Já são mais de 100 mil pessoas cadastradas.
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Na Zona Leste, o CE José Bonifácio foi reformulado e integrado à Rede Olímpica Municipal. O investimento de R$ 33,7 milhões proporcionou piscina coberta, academia, campo de futebol, quadras de areia, ginásios e espaços para esportes de alto rendimento. Já na Zona Norte, o Mini Balneário Comandante Garcia D’Ávila (Casa Verde) foi praticamente reconstruído e passou a contar com piscinas cobertas e aquecidas, quadras com cobertura térmica, ginásio renovado, instalações acessíveis.
A proposta é gerar impacto positivo de acordo com a demanda de cada região. E, até o final da atual gestão, estruturar todos os centros esportivos da cidade, informa o secretário.
— A ideia é deixar um sistema público mais eficiente e mais acessível às necessidades e aos anseios das comunidades. Contribuindo para a melhor qualidade de vida para os moradores e trazendo memórias afetivas para toda a vida.
Para usufruir das estruturas e participar das aulas, é necessário obter uma carteirinha gratuita. O processo pode ser feito presencialmente — com apresentação de foto 3×4, RG, CPF e comprovante de endereço — ou pelo Portal 156, de forma digital. O documento é aceito em todas as unidades da rede.
A carteirinha fica pronta em até sete dias úteis e pode ser usada tanto na versão impressa quanto digital. Não há cobrança de mensalidades ou taxas para utilizar os espaços e participar das atividades regulares.