O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse, nesta terça-feira, esperar que a transição política na Venezuela ocorra em questão de meses e não anos, antes de uma primeira rodada de negociações entre o governo e a oposição.
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Sete meses depois da captura do presidente deposto Nicolás Maduro em uma incursão militar americana, delegados da presidente interina, Delcy Rodríguez, e opositores têm previsto se reunir esta semana em Caracas em data não antecipada.
— Acredito que vai exigir alguma constância e um pouco de paciência; não anos, mas sim meses e semanas — declarou o chefe da diplomacia americana a jornalistas.
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Após a deposição de Maduro, em janeiro, Rubio passou a ser o principal encarregado da política do presidente americano, Donald Trump, no país caribenho, que o chefe da Casa Branca vê, antes de tudo, como uma fonte de fornecimento de hidrocarbonetos.
Esse papel da Venezuela se tornou ainda mais essencial para Trump com a guerra contra o Irã, que provocou forte alta nos preços do petróleo.
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A oposição venezuelana e grupos de defesa dos direitos humanos exigem, por sua vez, que se intensifique o diálogo político, o que também é compartilhado por vozes democratas e republicanas no Congresso americano.
Rubio anunciou, após a queda de Maduro, que a Venezuela devia atravessar três fases: a estabilização econômica, a política e, finalmente, uma transição completa, com a realização de eleições.
— Queremos melhorar a vida cotidiana, ajudar a melhorar a vida cotidiana dos venezuelanos em termos econômicos, para que estejam melhor, mais prósperos. Acredito que isso também contribui para facilitar a transição política — explicou, ao responder às perguntas de um jornalista nesta terça-feira, à margem de uma reunião com o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez. — Se você prestar atenção nas transições no leste europeu, após a queda da Cortina de Ferro, ou no Paraguai, um país que realizou uma transição do autoritarismo à democracia que levou quase três anos e meio… Essas coisas são difíceis.

