O deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo), ambos aliados e integrantes da chapa do senador Sergio Moro (PL), foram eleitos para o Senado pelo Paraná neste domingo. Com 89,94% das urnas apuradas, Barros registrava 27,38% dos votos válidos, enquanto o ex-procurador da Lava-Jato tinha 25,35%. Enquanto isso, aliados do governador Ratinho Júnior (PSD) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saem derrotados do pleito.
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Apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Gleisi concentrou o apoio de eleitores da esquerda e, ao longo da campanha, defendeu o governo federal. A ex-ministra também subiu o tom contra Moro, colando-o nos efeitos da Operação Lava-Jato. Ela acabou na quarta colocação.
Aliado ao ex-juiz, Dallagnol se candidatou ao Senado, chegou a ter a candidatura derrubada pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Floriano de Azevedo Marques. No entanto, o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, reverteu a decisão e determinou que seus votos não fossem considerados nulos.
Com a nova decisão, Deltan volta a ter o registro classificado como “deferido com recurso”. Isso significa que ele continua na disputa enquanto o caso não é julgado pelo plenário do TSE. Os votos recebidos por ele também deverão ser contabilizados normalmente na apuração, mas só serão considerados válidos de forma definitiva depois da decisão dos ministros.
Por trás da controvérsia jurídica, há o histórico de cassação do mandato dele na Camara dos Deputados em 2023. Na época, ele foi acusado de ter deixado o cargo no Ministério Público dois anos antes para evitar ser responsabilizado em procedimentos disciplinares. Na largada da campanha, ele teve o registro de candidatura analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e foi inicialmente liberado para concorrer. O caso chegou ao TSE, no entanto, após a protocolação de recursos por chapas adversárias.
Já Alexandre Curi concorreu como integrante da chapa do ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD), apoiado por Ratinho Júnior para a disputa pelo governo. No início do ano, o presidente da Assembleia chegou a ser cotado para ser o candidato à sucessão do governador no Paraná, mas acabou preterido. Na época, ele também decidiu trocar o PSD pelo Republicanos. Na mesma chapa, concorreu Cristina Graelm, que em 2024 chegou ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Curitiba, mas saiu derrotada por Eduardo Pimentel (PSD).
Para a disputa eleitoral deste ano, a comunicadora chegou a manifestar a intenção de concorrer ao Senado na composição de Moro, mas o senador deixou o União Brasil, partido ao qual ela também era filiada, e ingressou no PL. Graelm, por sua vez, decidiu integrar o PSD a convite de Ratinho para concorrer na chapa de Sandro Alex, mas saiu derrotada das urnas neste domingo.
Senado PR: Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos; Gleisi Hoffmann é derrotada
