A corrida pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado chegou ao fim neste domingo, com a vitória da deputada federal Carol de Toni (PL) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL). Atual senador pelo estado, Esperidião Amin (PP) ficou em terceiro lugar e não terá um assento no Congresso Nacional na próxima legislatura.
Com 93% das urnas apuradas, Carol de Toni teve 2,5 milhões dos votos, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ficou com o segundo lugar, somando 1,9 milhão de votos. O governador Jorginho Mello (PL) também venceu nas ruas e se reelegeu para o cargo, com 2,7 milhões de votos.
Vereador no Rio de Janeiro por sete mandatos consecutivos, Carlos Bolsonaro transferiu o domicílio eleitoral para o estado para disputar uma da duas vagas em dezembro do ano passado. A indicação provocou um racha na direita catarinense, pois parte dos integrantes do PL preferiam uma chapa entre Carol de Toni e Esperidião.
A composição entre Carol e Carlos prevaleceu, e a aliança com o atual senador não se concretizou. Esperidião acabou em terceiro lugar, com 1,1 milhão dos votos.
Criticado por adversários pela falta de conexões com o estado, Carlos não esteve em debates ou sabatinas. No decorrer da campanha, ele vinculou a candidatura à do irmão Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República. Carlos não foi o único integrante da família que passará a figurar entre os novos senadores, já que Michelle Bolsonaro (PL) venceu uma da vagas no Distrito Federal.
Carol de Toni e Carlos Bolsonaro são eleitos para o Senado por Santa Catarina; Esperidião fica de fora
