Sérgio Malheiros vive uma fase de produtividade intensa no audiovisual. No ar com a sexta temporada de “Impuros”, no Disney+, o ator já está envolvido com as gravações da sétima e aguarda a estreia da segunda leva de episódios de “Amor da minha vida”, na mesma plataforma. Paralelamente, mergulha na história do futebol brasileiro com o longa-metragem “Camisas Negras e Racismo”, que aborda as raízes do preconceito no esporte.
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No filme, Malheiros dá vida ao primeiro goleiro negro do Vasco e da Seleção Brasileira: Nelson da Conceição:
— É a primeira vez que faço uma pessoa que existiu. O filme não é só sobre o Vasco, é sobre a história do racismo no futebol e a luta de um povo para se colocar em um esporte de massa. Como se passa na década de 1920, foi um desafio criar este conceito baseado apenas em fotos, já que não tínhamos registros em vídeo.
Já em “Amor da minha vida”, o ator divide o protagonismo com Bruna Marquezine. A parceria não é inédita: os dois cresceram sob os holofotes e trabalharam juntos em projetos na infância. Este histórico, segundo ele, foi o combustível para a naturalidade exigida pela série:
— A gente se frequenta desde muito novo. Fizemos comerciais, fomos amigos e, até mesmo, irmãos na ficção. Ter essa base de confiança com a Bruna foi incrível, porque ela é uma atriz excelente e talentosa que me empurra para cima em cada cena. Essa troca facilita muito o trabalho de set.
A série se propõe a desconstruir o idealismo das comédias românticas tradicionais. Na segunda temporada, a trama mergulha nas dificuldades do afeto no cotidiano. O ator destaca que a “aspereza” do texto é, na verdade, um reflexo da vida real.
— O segredo do projeto está no roteiro. É um texto desafiador, longo e cheio de nuances. Investigamos como o amor e a amizade deste casal resistem à convivência diária. Fugimos daquele final clássico para entender o que vem depois. São diálogos mais densos, com verbos ásperos, que trazem uma camada de humanidade muito necessária para o gênero hoje — avalia ele sobre a série, que terá sua companheira Sophia Abrahão de volta numa participação especial.
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Malheiros e Sophia estão juntos há 11 anos. O ator encara a formalização da união com um pragmatismo tingido de leveza:
— Não somos casados no papel, mas nossa vida funciona em total sintonia como se fôssemos. Queríamos até, mas fomos “empurrando com a barriga”. O tempo passou, a gente esqueceu e foi deixando para depois. Em algum momento, até pensamos em uma data redonda, mas a verdade é que não achamos isso tão vital para a nossa felicidade.
Malheiros afirma que, caso aconteça a oficialização, será sem as pompas tradicionais que o público costuma esperar de celebridades:
— Pretendemos oficializar em algum momento, até por uma organização burocrática que a vida exige, mas, se acontecer, não deve ter festa. Provavelmente, será apenas uma socialização pequena, algo bem íntimo. O que importa para nós é a comunidade e a parceria que construímos, e isso independe de cerimônia.
Pela presença constante do casal nas redes sociais, a paternidade tornou-se um tema recorrente, que também é encarado sem urgência pelo casal:
— Temos vontade de ter filhos, sim, mas não é um plano para agora. Ainda temos tempo. Adoro criança, tenho muitos sobrinhos e afilhados. Ser irmão mais novo me deu essa proximidade com o universo infantil. É algo de que gosto muito.
Com a carreira construída sob os olhos do público, Sérgio Malheiros lida com naturalidade com o assédio e os comentários, por vezes ousados, que recebe nas redes sociais:
— Isso faz parte do jogo. Da mesma forma que alguém não gosta do seu trabalho ou fala mal, existem os elogios e as cantadas. A gente tenta não se importar tanto e focar no que é positivo. O mais importante é a comunidade forte que consegui construir ao longo desse tempo todo. É muito gratificante ver que as pessoas acompanham e torcem. Sinto que construímos um diálogo fácil com quem nos segue, e isso ajuda a encarar a exposição de uma forma leve.
Sérgio Malheiros e Sophia Abrahão
Divulgação TV Globo
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