Nas redes sociais, o emagrecimento deixou de ser apenas uma questão de balança. Celebridades e influenciadoras têm compartilhado cada vez mais as mudanças no corpo depois de grandes perdas de peso, incluindo alterações no formato dos glúteos. Nesse contexto, um termo passou a aparecer com frequência nas conversas sobre o assunto: o chamado “efeito esvaziado”. A expressão é usada para descrever a perda de volume e projeção dos glúteos que pode acontecer quando há uma redução significativa de gordura na região, deixando também a flacidez e algumas irregularidades mais aparentes.
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A discussão ganhou espaço especialmente com a popularização das chamadas canetas emagrecedoras e o aumento do número de pessoas que passaram por processos expressivos de perda de peso. Embora o resultado possa ser comemorado por quem busca emagrecer, a transformação do contorno corporal pode trazer novas questões estéticas. Foi o que aconteceu com uma paciente dos Estados Unidos, que procurou atendimento no Brasil depois de perceber uma mudança acentuada nos glúteos.
Ela conta que nunca havia colocado prótese ou qualquer outro produto na região. Depois de emagrecer com o uso de diferentes canetas, porém, percebeu uma redução significativa do volume. “Eu emagreci bastante e gostei da perda de peso, mas não esperava que meu bumbum mudasse tanto. Parecia que ele tinha simplesmente esvaziado. Foi quando decidi procurar uma avaliação no Brasil”, relata.
Segundo Roberto Chacur, médico que atua na área de harmonização glútea, queixas desse tipo podem surgir depois de grandes perdas de peso. A diminuição da gordura pode mudar o formato dos glúteos, enquanto a pele nem sempre acompanha a transformação na mesma velocidade.
“Quando existe uma redução importante de gordura na região, o glúteo pode perder projeção e a pele nem sempre acompanha essa mudança na mesma proporção. Por isso, não basta olhar para quantos quilos a paciente perdeu. É preciso avaliar volume, pele, sustentação e proporção”, afirma.
Após emagrecer com canetas emagrecedoras, paciente relata ‘efeito esvaziado’ no bumbum
Divulgação | CO Assessoria
No caso da paciente, a avaliação mostrou que a mudança não estava apenas na perda de volume. Com o emagrecimento, a flacidez e algumas irregularidades da região também ficaram mais aparentes. A partir dessa análise, o tratamento foi definido de acordo com as características do corpo após a perda de peso.
Chacur explica que, nesses casos, o caminho não é simplesmente tentar recuperar o volume que existia antes. É necessário entender o que mudou e avaliar cada característica separadamente.
“Depois de um grande emagrecimento, não posso simplesmente pensar em preencher o que ficou vazio. Primeiro preciso separar o que é perda de volume, o que é alteração de pele e o que são irregularidades. Neste caso, utilizei o protocolo GoldIncision, que combina bioestimulação de colágeno com a liberação seletiva dos septos fibrosos responsáveis por determinadas depressões. O tratamento precisa partir do que realmente mudou no corpo daquela paciente”, conclui.

