A gigante chinesa de fast fashion a Shein concordou em pagar US$ 100 milhões para encerrar uma investigação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês), motivada por atrasos nas entregas e outras reclamações de consumidores, informou a agência Reuters nesta sexta-feira.
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O valor do acordo corresponde a 44% do lucro da Shein no segundo trimestre e representa mais um revés para a varejista on-line. A empresa enfrenta um endurecimento das medidas regulatórias e tributárias na Europa e nos Estados Unidos, que vem freando seu crescimento.
A Shein, fundada na China, mas com sede em Cingapura, declarou à Reuters que chegou a um “resultado construtivo com a FTC” e informou que divulgará mais detalhes em breve. Um porta-voz da comissão americana de comércio se recusou a comentar o caso.
Em documentos apresentados em julho para sua oferta pública inicial de ações (IPO) em Hong Kong, a empresa havia alertado que a investigação nos Estados Unidos poderia resultar em multas significativas.
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De acordo com registros da FTC analisados pela Reuters, consumidores apresentaram mais de 12 mil reclamações contra a Shein entre janeiro de 2020 e junho de 2026, envolvendo compras que somam mais de US$ 11 milhões.
Pelo menos parte das queixas está relacionada a problemas de entrega. Consumidores relataram à FTC e ao Better Business Bureau — organização americana que reúne informações sobre empresas e reclamações de clientes — que não receberam encomendas que a Shein havia registrado como entregues. Segundo os relatos, o serviço de atendimento ao cliente da varejista não solucionou os problemas.
Além de comercializar roupas de marca própria, a Shein também opera como um marketplace, no qual vendedores terceirizados oferecem produtos que vão de brinquedos a eletrodomésticos e artigos de decoração.
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A Reuters lembra que as ações da empresa já acumulam queda de 22% em relação ao preço de estreia na bolsa, em 1º de setembro. O movimento reflete a percepção dos investidores sobre o impacto das tarifas impostas pela União Europeia aos pacotes de comércio eletrônico, que prejudicaram os negócios da varejista na região.
A reportagem aponta que a empresa também continua sendo investigada pela Comissão Europeia devido à presença de produtos ilegais em seu marketplace. No ano passado, a autoridade francesa de proteção de dados aplicou uma multa de € 150 milhões (US$ 168 milhões) à Shein pelo uso inadequado de cookies.
Shein concorda em pagar US$ 100 milhões para encerrar investigação do governo dos EUA
