O estado de São Paulo chegou a 40 casos de sarampo em 2026. Os três novos registros são de homens de 18 e 21 anos e de um bebê, todos identificados na capital paulista. Os novos casos, informa o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) “Prof. Alexandre Vranjac” são fruto de cadeias de transmissão conhecidas e acompanhadas há mais de três meses.
O trabalho da vigilância, informou o governo, é justamente acompanhar a rota que o vírus faz entre pessoas infectadas e seus contactantes. O indicativo é que a transmissão associada aos casos conhecidos seja cada vez menor. Em Guarulhos e São Bernardo, a projeção é que a transmissão fruto de casos já detectados tenha sido encerrada.
— Estamos acompanhando essas cadeias de transmissão e fazendo busca ativa de quem está no entorno desses casos. Realizamos o rastreio de casos em todas as pessoas (diagnosticadas e contactantes) —explica Regiane de Paula, coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo. — Essas ações incluem vacinações de bloqueio. É uma das primeiras coisas que fazemos.
Regiane afirma que a tendência é de redução da transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, por exemplo, a vigilância indica a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos registrados.
— O período de referência para confirmar o encerramento da cadeia é de 90 dias ou 12 semanas sem novos casos. São Bernardo e Guarulhos estão há quase esse período sem registros novos. A busca ativa segue sendo feita, mas não aparecem casos mesmo assim — conta. — É importante lembrar que casos ocorridos até agora, 60% são em crianças menores de 2 anos que são vulneráveis ao vírus. Isso indica a necessidade de falarmos sobre a “dose zero” de vacinação. Que fazemos nos municípios em que há casos.
Até agora, diz o governo de SP, mais de 1.700 notificações suspeitas foram descartadas no estado. O rastreamento de pessoas que eventualmente podem ter entrado em contato com a infecção.
Perfil dos casos
Dos total de 40 casos confirmados, 30 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação contra o sarampo ou com registro vacinal incompleto. Não houve nenhum registro de óbito para a doença neste ano. Do total registrado, são 36 casos na capital paulista, dois casos em São Bernardo do Campo, um caso em Guarulhos e um em Santo André, cidades da região metropolitana.
Vacinação
A vacinação tem avançado. De acordo com a pasta da saúde, a cobertura da primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. A da segunda dose passou de 72,72% para 78,37% no mesmo período. No mês de setembro, durante a Campanha de Multivacinação, mais de 2,5 milhões de doses foram aplicadas. De acordo com Regiane de Paula, o impacto dessas aplicações ainda será sentido, com o avanço das semanas.
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas, diz o governo.
Veja o esquema de vacinação:
Crianças : primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses.
Pessoas de 15 meses até 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo de pelo menos 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada.
– Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.
– Dose zero: é oferecida a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. Também pode ser indicada em ações de bloqueio após contato com caso suspeito ou confirmado, conforme avaliação da vigilância. Ela não substitui as doses previstas aos 12 e aos 15 meses.
SP chega a 40 casos de sarampo neste ano e governo alerta para vacinação
