O ex-presidente Michel Temer (MDB) divulgou uma carta com sugestões para os candidatos ao Planalto deste ano. Ao longo de cem páginas, o documento intitulado “Estrada para o Futuro” traz opiniões próprias do emedebista, além de reunir um grupo de especialistas em áreas como saúde, economia e segurança pública. Temer frisa que “não é possível levar a campanha eleitoral à base de agressões verbais e até físicas” e defende a polarização “de ideias” fundamental em uma democracia.
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O ex-presidente defende a recriação de um Ministério da Segurança Pública para lidar com criminalidade no Brasil. Além da ampliação do policiamento para atuação contra roubo de celulares, relógios e alianças, Temer ressalta a necessidade de uma preparação para enfretamento de organizações criminosas. Ele também alerta para a infiltração de policiais nestes esquemas ilegais e cita a necessidade de cooperação internacional para combate de facções.
“Vários países devem unir-se nesse combate. Não pode haver preconceito com a interação desses países. As informações também virão dessas interações. Ações conjuntas hão de ser realizadas”, diz Temer.
No campo da educação, as propostas envolvem a criação de milhões de vagas de tempo integral, seja no ensino fundamental ou no médio. Temer afirma que os recursos deverão ser “buscados nos governos, no setor privado e até nas ofertas sociais que vários países ricos podem realizar”.
“Essa fórmula tem duas vertentes: uma, educacional: o aluno fica mais tempo na escola aprendendo mais; outra, social: o aluno se alimenta na escola. É claro que é necessário cuidar dos professores. Esta medida há de importar na formação adequada, mas também em nova e compensadora formatação salarial”, afirma.
Já na área trabalhista, Temer afirma ser “preciso eliminar o lance eleitoreiro de jogar empregado contra empregadores”.
“Se o acordo não prevalecer, aplica-se o legislado. Trabalhadores e empregadores são as grandes forças produtivas nacionais. Deve-se somá-las, não dividi-las. Há uma realidade inafastável: quer-se combater o desemprego.”
O documento é composto também por artigos de especialistas como Blairo Maggi, Gabriel Chalita, José Pastore, Mara Gabrilli, Moreira Franco e Nelson Jobim.

