A Igreja Presbiteriana de Copacabana, na Zona Sul do Rio, que havia sido arrombada no dia 24 de junho, volta a ser alvo de um criminoso. Na última segunda-feira (7 de julho), às 11h46, câmeras registraram quando um homem carregando um embrulho com grande quantidade de fezes dirigiu-se à entrada principal do templo, na Rua Barata Ribeiro, e esfregou o material no tótem da empresa de segurança, instalado no local.
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“Os atos (que vilipendiam um templo religioso e caracterizam crime de ódio contra a instituição), notoriamente premeditados, foram praticados pelo criminoso com toda a calma, diante de câmeras e em plena luz do dia, num horário de movimento e com a circulação de pedestres no entorno, evidenciando sua despreocupação e subjacente sensação de impunidade”, afirmou nas redes sociais o reverendo José Mirabeau, pastor da igreja.
Segundo o pastor, o ocorrido já foi informado à polícia. “Tais acontecimentos, contudo, denotam a grave situação em que se encontra a cidade do Rio de Janeiro e, de modo particular, a Zona Sul e o bairro de Copacabana, que clama por uma intervenção mais efetiva do poder público”, disse o reverendo José Mirabeau.
O primeiro ataque aconteceu de madrugada e causou prejuízos materiais e profunda indignação entre os fiéis. De acordo com a igreja, além de objetos furtados — como caixa de som, um microcomputador e grande quantidade de material de cozinha e limpeza —, os invasores promoveram uma verdadeira cena de desordem e sujeira. O que mais chocou a comunidade foi o ato de profanação: os criminosos defecaram dentro do templo e usaram toalhas brancas da mesa eucarística para se limpar.
Recentemente, a Igreja de Nossa Senhora da Lapa, uma das mais antigas de Campos dos Goytacazes, no interior do estado, também foi alvo de vandalismo. Vândalos invadiram o templo, destruíram uma imagem centenária da santa, arrancaram torneiras — o que causou alagamento —, danificaram ventiladores e levaram materiais do altar, incluindo equipamentos de som.
Vídeos registrados por fiéis mostram a extensão dos danos: a imagem de Nossa Senhora da Lapa em pedaços, o altar vazio e a sacristia encharcada. “Essa violação parece muito mais um ato de depredação do que, de fato, um furto ou roubo. Nada de valor foi levado, apenas destruíram tudo”, lamentou o Frei Francisco Maria, que celebrou ainda naquela manhã uma missa em desagravo.